Joinville aprova lei que iguala direito de licença para servidores que adotam crianças

Mulheres tinham direito a 180 dias de afastamento do trabalho, enquanto homens casados conseguiam apenas 20 dias de licença paternidade

Compartilhe:

Lei sobre licença adotante estava desatualizada em Joinville (Foto: Ricardo Wolffenbüttel, Arquivo)

A Câmara de Vereadores aprovou nesta terça-feira (21) o projeto para atualizar a lei municipal que prevê licença para servidores públicos que adotarem crianças ou adolescentes em Joinville. Com isso, os homens terão os mesmos direitos já previstos para as mulheres. 

Continua após a publicidade

> Acesse para receber notícias de Joinville e região pelo WhatsApp

A lei atual prevê que apenas as servidoras mulheres têm direito a 180 dias de afastamento do trabalho caso façam uma adoção, enquanto os homens podem ter licença de mesmo período apenas se adotarem sozinhos.

Continua após a publicidade

Caso um servidor homem casado adote uma criança ou adolescente, ele tem apenas a licença paternidade de 20 dias. Em um caso registrado em Joinville, um servidor que adotou uma criança com o companheiro teve o direito de 180 dias negado pela prefeitura. Ele conseguiu o afastamento apenas depois de decisão na Justiça.

Com a aprovação do projeto de lei apresentado pela prefeitura, os servidores homens passam a ter o mesmo direito das mulheres, de afastamento de 180 dias. A nova legislação entra em vigor assim que for sancionada pelo prefeito Adriano Silva (Novo).

– A alteração pretendida se faz necessária, tendo em vista que a histórica distinção existente no ordenamento jurídico brasileiro entre homens e mulheres adotantes vem perdendo espaço na atualidade – dizia o projeto apresentado pelo Executivo.

A alteração aconteceu após cobrança do Ministério Público de Santa Catarina, que recomendou no ano passado a atualização da legislação porque o texto atual violaria os princípios da isonomia e da proteção integral da criança.

Continua após a publicidade

Em reportagem especial publicada em agosto de 2021, o AN denunciou que a lei tem tratamento diferente para servidores do gênero feminino e masculino não apenas em Joinville, mas nas maiores cidades de Santa Catarina.

Leia também:

Joinville permite que mais veículos usem corredores de ônibus; confira as mudanças

Continua após a publicidade

Joinville reduz espera por cirurgias eletivas em quase 1 mil pessoas; fila ainda tem 6 mil

Atraso em obra adia entrega do novo posto de saúde do Glória para 2023 em Joinville