Jovem viraliza ao pescar com estilingue em rio de SP: vídeos já passaram de 10 milhões de visualizações

Morador de Cubatão começou a gravar a modalidade há pouco mais de um mês; Ministério da Pesca diz que o uso só é permitido em lagoas marginais

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Bruno Barbosa posa com peixes capturados durante pescaria em Cubatão; ao lado, aparece o estilingue usado na modalidade. (Foto: Arquivo pessoal/Barbosa013b)

Bruno Barbosa posa com peixes capturados durante pescaria em Cubatão; ao lado, aparece o estilingue usado na modalidade. (Foto: Arquivo pessoal/Barbosa013b)

Mais de 10 milhões de visualizações já passaram pelos vídeos de Bruno Barbosa, montador de móveis de 22 anos que pesca com estilingue no Rio Casqueiro, em Cubatão, no litoral de São Paulo. A gravação de maior repercussão começa quando um guarda civil municipal pergunta o que ele está fazendo. Bruno explica a modalidade, mira na água e acerta um peixe.

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A prática chamou atenção nas redes e também levantou dúvidas sobre a legislação. O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a legislação federal permite o uso de estilingue na pesca apenas em lagoas marginais. Fora desses locais, o Ibama fiscaliza a atividade e pode aplicar penalidades.

Bruno afirmou que pesquisou as regras antes de comprar os materiais. “A lei que poderia nos impedir seria a lei municipal, onde procurei e não achei nada proibindo a nossa modalidade”, disse. A Prefeitura de Cubatão foi questionada sobre a legislação local, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.

Do anzol ao estilingue

A pesca com anzol faz parte da vida de Bruno desde a infância. O interesse pelo estilingue surgiu há cerca de dois anos, quando ele viu outro pescador praticando no Píer do Casqueiro. O kit para a modalidade, porém, só veio três meses atrás.

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Antes de mirar nos peixes, Bruno treinou com objetos descartados na água. “Fui praticando tirando lixo do píer”, contou. Ele também disse que usa equipamentos de segurança e estuda matemática para levar em conta a refração da luz na água.

A ideia de gravar as pescarias partiu de familiares. Bruno comprou uma câmera e começou a publicar os vídeos há pouco mais de um mês, sem imaginar que as imagens alcançariam tanta gente. No vídeo mais repercutido, outro pescador se aproxima e comenta que ficou com medo de atirar por causa da viatura da Guarda Civil Municipal.

Riscos para os peixes

O estilingue lança pedras ou esferas metálicas que podem causar fraturas, lesões internas e hemorragias. Mesmo quando conseguem escapar, os peixes atingidos podem morrer depois.

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A preocupação apareceu também nos comentários das gravações. “Mas, não machuca o peixe não?”, perguntou um internauta. Outros usuários brincaram com a mira de Bruno e disseram que ele poderia ganhar uma Olimpíada de arco e flecha.

Para saber mais sobre a atuação do Ibama na fiscalização ambiental, consulte o site do órgão.