Júri popular absolve marido acusado de matar esposa em Pomerode

Julgamento ocorreu mais de um ano depois do crime

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Réu foi absolvido na semana passada, no fórum de Pomerode (Foto: Divulgação)

O tribunal de júri absolveu o marido de Maria Lima de Sulino, de 61 anos, morta em Pomerode em 2024. Os jurados entenderam não haver provas suficientes para condenar o homem. À época, o corpo da mulher foi encontrado no Rio do Testo, mas a perícia da Polícia Científica identificou que a causa do óbito foi traumatismo craniano.

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O homem chegou a ser preso temporariamente por conta da suspeita da autoria do crime. A Polícia Civil acreditou que ele matou Maria, que vivia em situação de rua, e a jogou na água. A primeira pista do caso veio com o laudo pericial cadavérico, que apontou que a morte seria decorrente de traumatismo craniano e não de um afogamento.

Imagens de câmeras de monitoramento instaladas próximas ao local onde a mulher teria sido vista pela última vez também foram analisadas. De acordo com os investigadores, havia “fortes evidências de que o autor do crime seria o próprio companheiro da vítima”. Com isso, foi solicitada a prisão do homem por suspeita de feminicídio e ocultação de cadáver.

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Com quase 50 anos, o homem é natural de Pomerode e também se encontrava em situação de rua. Ele negou o crime e a defesa dele conseguiu convencer os jurados de que as evidências eram frágeis. Assim, saiu do júri da última quarta-feira (18) sem qualquer pendência com a Justiça. O Ministério Público recorreu da decisão em primeira instância.

O que diz a defesa

Os advogados do réu, Luís Obregon e Carlos Gonçalves, revelaram que o cliente estava preso preventivamente desde novembro de 2024. Para os profissionais, o resultado reflete a fragilidade do trabalho da investigação, que teria se apoiado em imagens de apenas duas câmeras de segurança, “sem considerar as demais possibilidades que o caso ofereceria”.

Eduardo Ueckert foi posto em liberdade após a sessão.