Justiça dá 48 horas para Estado informar ações contra falta de medicamentos em hospitais de SC

Ministério Público cobra medidas e afirma que unidades de saúde estão desabastecidas de insumos para intubação de pacientes com Covid-19

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Hospitais e unidades de saúde alertaram Estado nas últimas semanas sobre escassez de medicamentos para intubação (Foto: AFP/Thomas Coex)

A Justiça deu prazo de 48 horas para o governo do Estado apresentar as medidas adotadas para a distribuição de medicamentos usados para tratamento de pacientes com Covid-19 a hospitais de Santa Catarina, além de informar as quantidades disponíveis, possibilidade de substituição e as dosagens utilizadas.

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A decisão foi publicada na tarde desta segunda-feira (22) e atende a um pedido da 33ª Promotoria de Justiça, que acompanha em uma ação civil pública as ações do Estado no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

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Essa ação já havia exigido do Estado um plano de ação detalhado para abastecimento dos estoques de medicamentos para intubação de pacientes, como sedativos e bloqueadores neuromusculares, desde julho de 2020.

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O Ministério Público (MPSC) informa ainda que em fevereiro, em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), recomentou ao Estado providencias para evitar a falta de insumos e profissionais nas UTIs. A orientação surgiu após casos ocorridos em outros Estados, como Amazonas, onde houve falta de oxigênio e mortes de pacientes por conta das dificuldades no abastecimento.

O MPSC afirma que o Estado apresentou o plano de ação para distribuição de medicamentos, mas alerta que hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) do Estado estão desabastecidos de medicamentos do chamado kit intubação, em meio ao cenário de aumento de internações e falta de leitos de UTI registrado nas últimas semanas no Estado.

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MP cobra medidas mais restritivas em SC

O abastecimento de medicamentos para pacientes internados em UTIs é apenas um dos pontos em que o Ministério Público acompanha de perto as ações do Estado. Nas últimas duas semanas, o MPSC cobrou do Estado a adoção de medidas mais restritivas de circulação para reduzir o número de casos e internações por conta da Covid-19. A Justiça decidiu que a definição sobre um possível lockdown em SC deveria ser dada pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), que na última semana descartou o fechamento total das atividades e definiu novas regras para o Estado.

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A Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) informou na manhã desta terça-feia (23) que ainda não foi notificada sobre a decisão. 

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