Justiça define como Havan vai liberar funcionários em todo o Brasil para votar nas Eleições 2026

Decisão é fruto de processo por assédio eleitoral aberto após fala de Luciano Hang durante inauguração de loja em Goiás.

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(Fotos: Patrick Rodrigues, NSC Total / Marcelo Casagrande, Agência RBS / Havan, Divulgação)

Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás definiu como a Havan deve liberar seus funcionários para votar nas Eleições 2026. As normas estão em uma decisão publicada nesta terça-feira (29) pela juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro e valem para os colaboradores de todas as lojas da rede no Brasil.

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A Justiça já tinha determinado na semana passada que Luciano Hang liberasse os funcionários por pelo menos quatro horas para que pudessem ir às urnas, como mostrou o NSC Total. Isso ocorreu após uma fala do empresário durante a inauguração da loja em Caldas Novas (GO) virar processo por assédio eleitoral.

O dono da Havan recorreu. Ele pedia uma redução na quantidade de horas de liberação dos funcionários e solicitava também que a decisão se restringisse apenas aos funcionários do Estado onde nasceu o processo. A juíza atendeu partes dos pedidos de Hang.

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Glenda reduziu de quatro para três horas o período mínimo de liberação para votação. A quantidade seria necessária para deslocamento, eventual fila de espera no local de votação e o tempo para votação em si. Essas horas não podem ser descontadas do salário e nem devem ser compensadas pelos funcionários.

A liberação vale para os funcionários cujas jornadas começam às 8h, 9h e 10h e não vale para quem começa a partir das 14h. Além disso, as liberações podem ser escalonadas e não abrangem funcionários estrangeiros que não estejam listados como eleitores no Brasil.

As regras valem para os dois turnos das eleições, em 4 e 25 de outubro, caso haja segundo turno.

Hang também não pode fazer ou divulgar novas manifestações político-eleitorais em lojas, eventos ou canais da rede. A Havan não pode, ainda, permitir nem divulgar esse tipo de conteúdo. As restrições vieram após o empresário se manifestar contrário ao fim da escala 6×1 e classificar a medida como eleitoreira.

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Na época da decisão, o empresário afirmou:

“Essa é uma decisão política, diferente da minha fala, que não teve nada de política. Estão querendo transformar uma opinião em manifestação política simplesmente porque não concordam com o que eu falei. Desde quando dar uma opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no Brasil virou manifestação político-eleitoral? Essa decisão é muito grave. Não pelo que eu falei, mas pelo que estão tentando fazer com aquilo que eu falei”.

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