Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás definiu como a Havan deve liberar seus funcionários para votar nas Eleições 2026. As normas estão em uma decisão publicada nesta terça-feira (29) pela juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro e valem para os colaboradores de todas as lojas da rede no Brasil.
A Justiça já tinha determinado na semana passada que Luciano Hang liberasse os funcionários por pelo menos quatro horas para que pudessem ir às urnas, como mostrou o NSC Total. Isso ocorreu após uma fala do empresário durante a inauguração da loja em Caldas Novas (GO) virar processo por assédio eleitoral.
O dono da Havan recorreu. Ele pedia uma redução na quantidade de horas de liberação dos funcionários e solicitava também que a decisão se restringisse apenas aos funcionários do Estado onde nasceu o processo. A juíza atendeu partes dos pedidos de Hang.
Glenda reduziu de quatro para três horas o período mínimo de liberação para votação. A quantidade seria necessária para deslocamento, eventual fila de espera no local de votação e o tempo para votação em si. Essas horas não podem ser descontadas do salário e nem devem ser compensadas pelos funcionários.
A liberação vale para os funcionários cujas jornadas começam às 8h, 9h e 10h e não vale para quem começa a partir das 14h. Além disso, as liberações podem ser escalonadas e não abrangem funcionários estrangeiros que não estejam listados como eleitores no Brasil.
As regras valem para os dois turnos das eleições, em 4 e 25 de outubro, caso haja segundo turno.
Hang também não pode fazer ou divulgar novas manifestações político-eleitorais em lojas, eventos ou canais da rede. A Havan não pode, ainda, permitir nem divulgar esse tipo de conteúdo. As restrições vieram após o empresário se manifestar contrário ao fim da escala 6×1 e classificar a medida como eleitoreira.
Na época da decisão, o empresário afirmou:
“Essa é uma decisão política, diferente da minha fala, que não teve nada de política. Estão querendo transformar uma opinião em manifestação política simplesmente porque não concordam com o que eu falei. Desde quando dar uma opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no Brasil virou manifestação político-eleitoral? Essa decisão é muito grave. Não pelo que eu falei, mas pelo que estão tentando fazer com aquilo que eu falei”.
















