O empresário Luciano Hang se manifestou após a fala dele sobre o fim da escala 6×1 virar alvo de uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) por assédio eleitoral. Usando as redes sociais, o dono da rede Havan disse que a reação à sua opinião é positiva. “O Brasil precisa debater esse assunto”, garantiu.
Hang se posicionou contrário ao fim da escala 6×1 durante uma conversa com os funcionários da nova loja em Caldas Novas, Goiás, inaugurada no último sábado (29). Ele afirmou, na oportunidade, que os colaboradores devem ser livres para decidir o quanto querem trabalhar e não o Congresso, onde a pauta está em discussão.
Essa nem tinha sido a primeira vez que o empresário abordou o tema. Agora, após a denúncia ao MPT, o dono da Havan reafirmou a posição e disse se tratar da visão pessoal dele.
“Eu defendo que o trabalhador seja valorizado, mas também defendo liberdade. Quem quiser trabalhar mais e ganhar mais, que possa. Quem quiser trabalhar menos e descansar mais, também. Mudanças na jornada precisam ser discutidas com responsabilidade, ouvindo quem trabalha e quem gera empregos”, argumentou.
Hang diz que os pequenos empresários devem ser os mais afetados se a proposta entrar em vigor. E frisou, novamente, que a medida deve fazer aumentar os empregos informais, pois as pessoas vão precisar trabalhar mais para comprar as mesmas coisas que compram hoje.
Isso porque, na análise do empresário, os custos para as empresas com a contratação de mão de obra para se adequar à escala proposta, de 5×2, vão refletir no aumento do preço dos produtos. O dono da Havan disse, ainda, que o Brasil precisa copiar exemplos que dão certo e citou os Estados Unidos, com trabalho por hora, liberdade de carga horária e negociação individual de salário.
“A pergunta deveria ser simples: você prefere trabalhar mais e ganhar mais ou trabalhar menos e ter menos poder de compra? É preciso ter liberdade para escolher. O Estado não deve decidir cada detalhe da vida das pessoas. O brasileiro não precisa de babá. Precisa de liberdade, oportunidade e emprego”, escreveu.
O dono da Havan usou a publicação para dizer também que valoriza e se dedica em suas 196 lojas pelo Brasil. Afirmou oferecer o melhor salário do varejo, 14º e 15º salários, além de premiações. A rede tem 25 mil funcionários. Para a loja de Caldas Novas, onde foram abertas 200 vagas, cinco mil pessoas se candidataram.
















