Média de casos de Covid em Blumenau chega a 1 mil pela 1ª vez em contraste às UTIs vazias

Cidade tem quase 6 mil infectados, mas apenas três em UTIs

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AGs de Blumenau estão com alta demanda de pacientes com sintomas gripais (Foto: Patrick Rodrigues)

O expressivo aumento de casos de coronavírus em Blumenau resultou na maior média móvel já registrada na cidade durante a pandemia: 1.057,9. É a primeira vez que o indicador, que representa o total da última semana dividido por sete, passa de mil. 

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Nesta terça-feira (18), o município confirmou 1.471 diagnósticos, superando o recorde negativo de 1.231 contabilizado no último dia 14. Em contrapartida, os leitos de UTI Covid estão praticamente vazios, com três moradores de Blumenau hospitalizados nesses espaços, o menor número desde maio de 2020.

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Os dados foram divulgados pela prefeitura na tarde desta terça e serão contabilizados pelo Estado ainda nesta semana. Desde o começo do mês a cidade vive recordes diários de novos casos de Covid-19. O número de pessoas com o vírus ativo chegou a 5.941 — o maior desde o início da pandemia. 

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O aumento, porém, não reflete nas unidades de terapia intensiva, que estão com três pacientes com a doença — o melhor cenário desde 21 maio de 2020. Com os 80,6 mil contaminados desde a chegada do vírus e 697 óbitos, a taxa de letalidade está em 0,88%, abaixo do percentual catarinense de 1,54% e do Brasil, de 2,7%.

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— Estamos em outro tipo de pandemia, onde tem um vírus com transmissão muito acelerada, mas basicamente [exige] atendimento ambulatorial — disse o secretário de Saúde de Blumenau, Winnetou Krambeck, em transmissão ao vivo da prefeitura nesta terça-feira. 

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Os casos mais leves, que não chegam às UTIs, estão lotando as unidades de saúde. O Santa mostrou nesta segunda-feira (17) as longas filas que se formam diante dos Ambulatórios Gerais. São pessoas que passam horas esperando por atendimento e testagem. Nas enfermarias dos hospitais há nove internados, sete deles de Blumenau. 

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Para efeito de comparação, há exatamente um mês, em 18 de dezembro, eram 185 casos ativos, média móvel de 27,6 e 12 internados em estado grave. Janeiro de 2022 tem quebrado quase todos os índices da pandemia, exceto os relacionados às mortes e internações. Para especialistas, o contraste tem uma explicação: é a vacinação fazendo o papel de evitar óbitos e evolução para casos graves.