Menino baiano de 10 anos fica em 3º lugar em Engenharia Mecânica e já soma mais de 150 medalhas conquistadas

Marcelinho está no 7º ano, soma mais de 150 medalhas em olimpíadas e diz que quer ser astronauta. Mesmo com uma rotina de estudos intensa, ele reserva tempo para brincar e praticar esportes

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(Foto: Arquivo Pessoal)

O estudante reúne medalhas conquistadas em olimpíadas de matemática, robótica, física e química; segundo a família, já são mais de 150. (Foto: Arquivo pessoal)

Aos 10 anos, Marcelo Gomes Viana Lopes, carinhosamente chamado de Marcelinho, ficou em terceiro lugar no vestibular de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor). O resultado surpreendeu positivamente até sua família, que reside na capital cearense.

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“Fiquei nervoso porque era meu primeiro dia fazendo o vestibular e também porque a universidade era gigante”, contou o menino. Segundo ele, havia candidatos bem mais velhos no local.

A escolha pelo curso veio da admiração pelo pai, formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Marcelinho também gosta de matemática e diz que quer se tornar astronauta.

Rotina baseada em estudos e novas descobertas

A família toda se mudou de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, para Fortaleza em 2024, depois que Marcelinho recebeu uma bolsa integral em uma escola da cidade. Na nova instituição, ele passou a estudar em uma turma olímpica e a participar de competições de matemática, robótica, física e química. Segundo a família, já conquistou mais de 150 medalhas.

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O interesse pelos estudos aconteceu desde bem cedo. De acordo com os pais, Marcelinho começou a falar aos seis meses e foi alfabetizado aos dois anos. Aos seis, foi aceito na Intertel, sociedade internacional que reúne pessoas com resultados elevados em testes de inteligência. Segundo relatos da família, uma avaliação apontou QI de 138. Ele também integra a Mensa, outra sociedade desse tipo.

Neste ano, Marcelinho também passou na prova da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), voltada a candidatos mais velhos. Apesar da aprovação, não pôde continuar no processo por causa da idade.

Ciência, vídeos e tempo de qualidade para brincar

Entre suas atividades estão a participação em um programa de busca por asteroides da Nasa, no Programa de Iniciação Científica Júnior da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e em uma oficina de criação de foguetes com a Universidade Federal do Ceará.

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Marcelinho diz que as olimpíadas o ajudaram a fazer provas sob pressão e a controlar o tempo. Nas redes sociais e no YouTube, ele também publica vídeos de matemática e física para compartilhar o que aprende com outras crianças e adolescentes.

Seu cotidiano de atividades inclui jogar videogame e RPG com os amigos, brincadeiras com sua cachorrinha, natação e jiu-jítsu.

Eu ainda tenho uma infância, sou uma criança normal. Isso não anula minha infância.