Durante a etapa dos Testes de Aceitação no Mar (SAT), realizada no início de novembro, a fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) chamou atenção nas águas de Itajaí. A gigante de 107 metros de comprimento, projetada pela Marinha do Brasil para atuar em combates marítimos, aéreos e submarinos, reúne um arsenal de armas e tecnologias que permite detectar ameaças, perseguir embarcações inimigas e até mesmo interceptar aeronaves.
Entre os equipamentos do navio de guerra estão mísseis, radares, sensores e sistemas de defesa que trabalham de forma integrada para ampliar o poder de combate da fragata.
O poder de fogo da Classe Tamandaré inclui armamentos destinados a diferentes tipos de ameaças. Na superfície, as fragatas contam com o Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), desenvolvido no Brasil e previsto para equipar as quatro primeiras embarcações do programa.
O armamento foi projetado para atingir navios inimigos e representa um dos projetos estratégicos da Marinha para ampliar a capacidade nacional de desenvolvimento de sistemas de defesa. O míssil utiliza tecnologias de guia inercial, sensor termal e radar ativo para localizar e acompanhar o alvo durante o percurso
Conheça a fragata Jerônimo de Albuquerque
Antes de qualquer reação, a fragata precisa identificar de onde vem uma possível ameaça. Para isso, a embarcação conta com sensores de alta capacidade de detecção e acompanhamento de contatos.
Um dos principais equipamentos é o radar de busca volumétrica, responsável por identificar embarcações, aeronaves e drones a longas distâncias. O navio também possui sistemas de guerra eletrônica, que monitoram emissões eletromagnéticas e de radiofrequência, contribuindo para antecipar a presença de possíveis ameaças.
Os dados captados pelos sensores e equipamentos são centralizados no Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), desenvolvido em conjunto pela brasileira Atech e pela alemã Atlas Elektronik GmbH. A tecnologia permite cruzar as informações, reconhecer possíveis ameaças e fornecer para a tripulação os recursos necessários para decidir como reagir a cada situação.
Já para ameaças que vêm do ar, as fragatas também possuem sistemas de mísseis antiaéreos de lançamento vertical. No combate submarino, a estrutura conta com torpedos, utilizados em operações contra embarcações que atuam debaixo d’água.
O conjunto de armamentos é complementado por um canhão principal de 76 milímetros, outro de 30 milímetros e duas metralhadoras pesadas, voltadas à defesa em diferentes distâncias.
Navio de guerra homenageia comandante da Marinha
Além das atividades de defesa naval, o navio está preparado para cumprir compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Por ser uma embarcação de escolta, sua função também envolve proteger outras unidades navais e atuar em operações que exigem vigilância e capacidade de resposta a diferentes ameaças.
A F201 é a segunda fragata prevista no Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) e recebeu o nome em homenagem a Jerônimo de Albuquerque, considerado o primeiro comandante de uma frota naval da Marinha nascido em território brasileiro.
A construção começou em novembro de 2023, com o corte da primeira chapa de aço. Em junho de 2024, a embarcação passou pela cerimônia de batimento de quilha, marco importante da construção naval. Até o momento, a Marinha do Brasil ainda não divulgou uma data oficial para a incorporação da fragata à frota naval.
Fragatas Classe Tamandaré
A obtenção de quatro fragatas da Classe Tamandaré integra um dos programas estratégicos da Marinha do Brasil, com o objetivo de modernizar o poder naval do país e fortalecer a indústria de defesa nacional. As embarcações são gerenciadas pela EMGEPRON e construídas pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis.
As fragatas são navios escolta modernos, com alta capacidade de combate e preparados para enfrentar diferentes tipos de ameaças. Entre as principais funções estão a proteção do tráfego marítimo, a defesa do litoral brasileiro e a garantia da soberania nas águas do país.







