Jararaca chegou dentro de vidro (Foto: Especial NSC Total)
Uma ocorrência por picada de serpente teve um detalhe curioso para a equipe do Hospital Oase de Timbó no começo da manhã desta terça-feira (1º). Um morador foi ferido pelo animal e acabou o golpeando com um pedaço de madeira. Depois, procurou atendimento médico e decidiu levar a jararaca dentro de um frasco para mostrá-la aos profissionais e agilizar a identificação do antídoto correto.
O hospital acionou os bombeiros militares para devolver a cobra de cerca de 30 centímetros à natureza, mas ela já estava morta quando os socorristas chegaram. O paciente recebeu o soro antiofídico e está em observação, informou o Oase. Não há detalhes de como o episódio ocorreu e em qual bairro o homem mora, mas os bombeiros reforçaram o que deve ser feito em casos como esse:
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“A orientação a vítimas de picada de serpentes e aranhas é a identificação do animal, podendo ser por conhecimento, fotos ou em último caso levar a serpente junto”.
Isso porque para cada tipo de peçonhenta há um antídoto. Matá-las, porém, não é indicado, já que esses animais pertencem à fauna brasileira e têm papel importante para o ecossistema — incluindo no controle de ratos e outras pragas.
As espécies de Jararacas existentes no Brasil
Segundo o Guia de Animais Peçonhentos do Brasil, há 32 espécies de serpentes Jararacas no Brasil. Elas estão divididas entre o gênero Bothrocophias e Bothrops. Por existirem em maior volume e abrangência no território nacional, esse grupo é o principal responsável por acidentes com cobras venenosas no Brasil, mas não possuem o veneno mais potente.
Esse é um exemplo de uma jararaca do gênero Bothrocophias, derivado do Bothrops (Foto: Wikimedia Commons)Há no Brasil atualmente dois gêneros de jararaca. Na foto há uma do gênero Bothrops, nomenclatura que foi desmembrada taxonomicamente para abranger as espécies do país (Foto: Banco de Imagens)Na imagem é possível verificar características morfológicas gerais das jararacas, como os desenhos corporais em “V invertido” e sua cauda lisa (Foto: Marcus A. Buononato; Giuseppe Puorto; Guia de Animais Peçonhentos do Brasil)De hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, a maioria das jararacas é terrestre, com algumas espécies arborícolas. Na foto, uma jararaca-de-alcatraz flagrada no Instituto Butantã (Foto: Wikimedia Commons)A grande maioria das espécies de jararacas é agressiva, exibindo defesas territoriais, conforme explica o Guia de Animais Peçonhentos do Brasil. Na foto, uma Bothrocophias microphthalmus (Foto: Wikimedia Commons)De modo geral, as fêmeas são maiores, mais agressivas, produzem mais veneno e, como consequência, acidentes mais graves. Na foto, uma Bothrops mattogrossensis (Foto: Wikimedia Commons)Na maioria das espécies existe uma mudança morfológica de cor ligada à idade. As jararacas jovens têm a tendência a possuírem a ponta da cauda esbranquiçada, como a jararaca-rabo-de-osso (Foto: Wikimedia Commons)No Guia de Animais Peçonhentos do Brasil, todas as características das jararacas são destrinchadas. Há detalhes de onde vivem, de que se alimentam e de seu uso na produção de soros (Foto: Divulgação)