Uma mulher denunciou uma agressão de um padre na Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Manuel, em São Paulo, em um suposto exorcismo durante uma missa do terceiro dia da novena de São Miguel Arcanjo, na quinta-feira (7). Nesta semana, a Polícia Civil informou que está investigando o caso. As informações são do g1.
No boletim de ocorrência, a mulher disse que a missa foi realizada por um padre convidado que disse ser “exorcista” logo no início da celebração. A vítima disse que estava deitada no chão, “repousando no Espírito Santo”, enquanto o padre caminhava pela igreja levando uma hóstia para abençoar os fiéis.
Foi quando, segundo a mulher, ela “começou a manifestar um espírito maligno, entrando em estado de inconsciência”. A partir disso, o padre começou a agredi-la com tapas, puxões de cabelo e, além disso, a arremessou no banco da igreja, de acordo com o boletim de ocorrência.
Quando voltou a ficar consciente, a vítima disse que chegou a pedir para que o padre parasse de bater nela, mas que isso só aconteceu depois de outras pessoas que acompanhavam a missa se movimentarem para protegê-la. Depois, o padre teria ido embora do local sem prestar esclarecimentos à vítima e aos outros fiéis.
A mulher foi levada para a Santa Casa de São Manuel para atendimento médico. O receituário consta que ela apresentava hematomas no rosto, couro cabeludo e no ombro direito.
A Arquidiocese de Botucatu, que a Paróquia Nossa Senhora Consolata faz parte, afirmou que está “disponibilizando ajuda com todas as despesas médicas decorrente das agressões e instaurou um procedimento interno para apuração rigorosa dos fatos, afastando cautelarmente o padre”.
De acordo com a arquidiocese, o exercício de “exorcista” só pode ser feito com autorização expressa do bispo diocesano e que não possui nenhum sacerdote designado nessa função.
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