O caso raro e emocionante de Taíza, mãe que deu à luz trigêmeos em Blumenau

Com um ano e meio, Thomas, Davi e Gael enchem o coração da mãe de amor, mas o trabalho é multiplicado por três

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Taiza e os filhos Thomas, Davi e Gael (Foto: Patrick Rodrigues )

O maior medo da vida de Taiza Krüger era o de não poder ser mãe. No início da vida adulta, quando ouviu de uma médica que dificilmente conseguiria engravidar, o coração apertou. O tempo passou e hoje, aos 30 anos, a moradora de Rodeio, no Vale do Itajaí, tem três bebês de um ano e meio em casa. Trigêmeos. Sem qualquer tipo de tratamento.

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Gael, Davi e Thomas nasceram em outubro de 2020 em Blumenau. Dividiram a mesma placenta, mas não são idênticos. Ou melhor, dois são a cara do pai e um tem todos os traços da mãe. 

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Para ela, um sonho. 

Apesar de todos os desafios de ser mãe de primeira viagem de três ao mesmo tempo, ela garante que, ainda que pudesse, não trocaria a vida que tem pela que possuía antes da chegada dos filhos: 

— Eu já passei noites inteiras sem dormir, mas não importa, minha vida ganhou outro sentido. Sou privilegiada por ser mãe de três. Antes tinha medo de ficar sozinha, agora não tem como sentir solidão.

Entre os principais desafios que já enfrentou, Taiza cita o da alimentação. Primeiro porque não conseguiu amamentá-los, então os bebês dependeram de leites especiais. Desenvolveram alergia, o que gerou correria para o casal, que precisou encontrar alternativas. 

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Na época da introdução alimentar, um susto: um dos meninos se engasgou e Taiza viveu o momento mais assustador da vida de mãe até agora. Usou as manobras necessárias e tudo deu certo. 

Quando eles tinham oito meses, Taiza, que passava boa parte do dia sozinha cuidando do trio, decidiu pedir socorro à mãe e à sogra. Desde então, as avós se revezam no apoio. Assim fica mais fácil trocar as fraldas, dar comida e atenção, organizar a casa e tantos outros afazeres de uma rotina que não tem descanso. 

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O mais bonito, analisa a dona de casa, é sentir todo esse amor. Taiza não pode caminhar em direção à porta que os três já ameaçam chorar. Trocam qualquer outro colo pelo da mãe. É um sentimento que ela não consegue descrever. 

Para realizar o sonho de descobrir como é essa sensação única, Taiza não fez qualquer tipo de tratamento com o marido, com quem convive há 13 anos. A família da mulher tem histórico de gravidez de gêmeos. Tias e primas tiveram dois filhos ao mesmo tempo, mas nunca três. 

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A gestação dela é tão rara que segundo a médica obstetra Andréia Sayaka, dois em cada 1 milhão de nascimentos podem ocorrer assim. 

Riqueza

Quando souberam que seriam pais de três, o choque foi enorme:

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— Meu marido ficou parado, pensando. A gente queria ter filhos depois que terminasse a casa, mas eles quiseram vir antes. 

A obra na residência ainda não aconteceu. Taiza deixou o emprego para se dedicar integralmente aos meninos, enquanto o esposo trabalha como servente de pedreiro. Não há luxos na vida da família, mas todos são muito ricos. 

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Amor vale mais que ouro.

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