Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado pelo IBGE, a produção nacional da soja deve chegar a 174,1 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,8% sobre 2025 e novo recorde da série histórica. Para especialistas do setor imobiliário, os números devem refletir em mais investimentos em imóveis no Sul do Brasil, especialmente no Litoral Norte catarinense.
A região Centro-Oeste responde por 174,5 milhões de toneladas, o equivalente a 50% da safra nacional de grãos. Mato Grosso lidera entre os Estados, com 30,9% da produção brasileira, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Essa área concentra a maioria dos clientes do corretor de imóveis Bruno Cassola, com quase duas décadas de experiência em investimentos em ativos de luxo no Litoral catarinense.
— O agronegócio, historicamente, investe em imóveis no Sul ou como segunda moradia ou em busca de valorização e segurança patrimonial. Em um ano de instabilidade econômica, com queda da Selic e eleições, somado ao crescimento da safra, acreditamos em uma migração de investimentos da renda fixa para o mercado imobiliário — avalia o corretor.
Quando há boa safra, demanda internacional aquecida e melhor remuneração do grão, parte desse capital busca ativos reais, com liquidez e histórico de valorização. O imóvel de luxo entra nessa lógica porque protege o capital e funciona como investimento de longo prazo, analisa ainda o especialista.
A transferência de capital do agro para o setor imobiliário tende a ganhar força em um ano de cautela econômica. A guerra no Irã elevou a percepção de risco sobre inflação e crescimento global, enquanto a eleição presidencial brasileira de 2026 tende a aumentar a cautela dos investidores nos próximos meses.
Para o especialista, cidades com histórico de valorização consistente dos imóveis entram no radar do agronegócio nessa conjuntura. O Litoral de Santa Catarina tem quatro das cinco cidades com o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o Índice FipeZap. Hoje, cerca de 30% dos clientes da região já vêm do agronegócio, afirma Cassola.
