Operação contra suposta fraude em Gaspar expõe de laranjas a superfaturamento milionário

Segundo a Polícia Civil, licitação foi direcionada a uma empresa que teria faturado o dobro em relação à concorrente que ofereceu o menor preço no pregão; ação cumpriu mandados na prefeitura na manhã desta quinta-feira (11)

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Policiais buscaram provas em documentos e aparelhos eletrônicos na casa dos suspeitos (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Um servidor, ex-funcionários da prefeitura de Gaspar e empresários são investigados por montar um esquema para direcionar e vencer uma licitação de R$ 10,1 milhões. Usando uma empresa de fachada, um fornecedor do Paraná vendeu itens de iluminação ao governo entre 2022 e 2023.

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A operação Lumen, da Polícia Civil e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), cumpriu sete mandados de busca na casa de empresários, do servidor que segue atuando no município e ex-funcionários públicos em Gaspar, Blumenau, Guabiruba e Almirante Tamandaré (PR).

A desconfiança começou depois que auditores do TCE perceberam uma elevação anormal nos gastos com a iluminação pública de Gaspar entre 2020 e 2022. À época, o governo decidiu comprar luminárias de LED e outros materiais para melhorar o serviço nas ruas.

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Uma licitação do tipo pregão foi lançada, mas o critério de menor preço não foi seguido. A concorrente que deveria ter vencido ao oferecer os produtos por R$ 5,6 milhões foi desclassificada por não cumprir requisitos técnicos previstos no edital.

Ocorre que esses requisitos teriam sido inseridos pelos servidores justamente para direcionar a escolha. Detalhes em excesso dos produtos necessários e falhas no orçamento fizeram a empresa que cobrou o dobro ser a ganhadora da licitação. Além disso, os funcionários da Secretaria de Obras teriam feito pareceres e decisões em recursos administrativos que teriam favorecido o negócio fantasma.

Veja fotos da operação

Os produtos superfaturados são apenas uma das irregularidades descobertas. Ficou constatado que o CNPJ foi aberto em nome de um jovem no Paraná que sequer sabia da existência da empresa, revelou o delegado André Beckman. O real fornecedor é um empresário encontrado nesta quinta-feira (11) no Paraná.

A partir de agora, a Polícia Civil quer entender por que o homem usou de uma empresa de fachada para fazer as vendas e o que os servidores que criaram as condições para que ele vencesse ganharam em troca.

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Ninguém foi preso.

O que diz a prefeitura

Em nota, o governo municipal reforçou que o caso ocorreu na gestão anterior e que está à disposição das autoridades. Sobre o servidor investigado nada foi dito. Veja na íntegra:

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A Prefeitura de Gaspar informa que não foi previamente comunicada sobre a operação deflagrada nesta quinta-feira (11) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), referente a investigações relacionadas a procedimentos licitatórios ocorridos entre os anos de 2020 e 2022, em gestão anterior. A atual gestão reforça que todos os atos administrativos seguem rigorosamente os princípios da legalidade e transparência. A Prefeitura de Gaspar reitera sua total disposição em prestar todas as informações solicitadas e colaborar integralmente com as investigações em andamento.

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