Petrobras anuncia reajuste nos preços de gasolina e diesel

Gás de cozinha terá AUMENTO de 16,1%; botijão de 13 quilos passará a custar cerca de R$ 110

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Novo valor será repassado às distribuidoras nesta sexta-feira (Foto: Betina Humeres / Arquivo NSC)

Após dois meses, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) reajuste nos preços de gasolina e diesel. A medida ocorre em meio à alta do preço do petróleo devido à guerra na Ucrânia. 

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No caso da gasolina, o reajuste para as distribuidoras é de 18,8%. O preço médio passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o aumento é ainda maior, de 24,9%. O valor subirá quase R$ 1 por litro, de R$ 3,61 para R$ 4,51.

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“Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras”, informou a estatal.

Os reajustes foram anunciados em meio a debate no governo e no Congresso sobre a política de preços dos combustíveis da estatal, que prevê o acompanhamento das cotações internacionais do petróleo. Esta semana, a mudança de modelo ganhou apoio do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL).

Considerando que a gasolina vendida pela Petrobras representa 73% da mistura vendida nos postos — o restante é etanol anidro — o reajuste nas refinarias terá impacto de R$ 0,44 por litro, elevando o preço médio nacional para a casa dos R$ 7 pela primeira vez na história.

Já o preço médio do diesel, considerando que todas as outras parcelas se mantenham inalteradas, chegaria a um valor em torno de R$ 6,40 por litro.

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Em nota, a Petrobras afirmou que o anúncio “vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”. A primeira grande refinaria privada do país, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, havia ajustado seus preços no sábado (5).

Apesar da escalada das cotações internacionais após o início do conflito no Leste Europeu, a Petrobras ficou 57 dias sem mexer nos preços da gasolina e do diesel – os últimos reajustes foram feitos no dia 12 de janeiro.

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Segundo as últimas estimativas divulgadas pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os reajustes anunciados nesta quinta seriam ainda insuficientes para cobrir toda a defasagem, que na noite de quarta (9) chegava a R$ 0,81 na gasolina e R$ 1,17 no diesel.

A elevada defasagem inviabilizou importações privadas, gerando alertas do mercado sobre risco de desabastecimento de produtos. Esta semana, distribuidoras e postos começaram a relatar dificuldades para renovar estoques, principalmente de diesel.

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O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, diz que mesmo com a redução da defasagem, novas importações demoram a chegar ao país, já que entre a decisão por comprar produtos e a chegada dos navios é necessário um prazo entre 30 a 45 dias.

— O risco de desabastecimento continua. A gente não sabe quantificar, porque não tem informações sobre o estoque, mas continua — afirmou.

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Após declarações do governo sobre controle nos preços, as ações da Petrobras despencaram na bolsa nesta segunda (7). Em Brasília, integrantes do alto escalão passaram a semana discutindo alternativas para conter a alta, mas não conseguiram ainda chegar a um consenso.

Em nota divulgada nesta quinta, a Petrobras disse que, apesar da alta dos preços do petróleo e derivados, “decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo”.

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O gás de cozinha, produto conhecido como gás liquefeito de petróleo (GLP), terá seu primeiro reajuste após 152 dias. O preço médio de venda, para as distribuidoras, passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16,1%.

O preço médio final do botijão de 13 quilos, mais usado em residências, tem permanecido estável em torno de R$ 102, pelas últimas semanas. Com o reajuste da Petrobras, poderia passar para cerca de R$ 110, caso todas os outros componentes fiquem no mesmo patamar atual.

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