Pinguins são soltos em Florianópolis após reabilitação e um ganha até GPS para contar viagem

Dispositivo indica informações sobre o processo de migração dos animais

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soltura dos pinguins

Ao todo, 14 pinguins foram soltos na quarta-feira (16) (Foto: NSC TV, Reprodução)

A Praia do Moçambique, em Florianópolis, foi palco da soltura de 14 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) nesta quarta-feira (15), após passarem por um processo de reabilitação na Associação R3 Animal. Dentre eles, o destaque foi um pinguim que recebeu um transmissor via satélite, instalado pela equipe do Projeto Albatroz.

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Com esse dispositivo, será possível acompanhar em tempo real a jornada do animal até a Patagônia Argentina, sua colônia reprodutiva. A tecnologia permite a coleta de dados sobre o processo de migração dos pinguins, contribuindo diretamente para estratégias de conservação da espécie.

A ação faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para atividades da Petrobras.

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Esta foi a segunda soltura de pinguins realizada em 2025, totalizando 25 animais reabilitados e devolvidos ao mar.

Veja fotos da soltura dos pinguins

Pinguins nas praias catarinenses

Segundo a R3 Animal, a maioria dos pinguins resgatados nas praias catarinenses são juvenis que se perderam do grupo por inexperiência. Muitos chegam debilitados, com sinais de hipotermia, afogamento e exaustão. O atendimento é feito no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM), localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, em parceria com o Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) e a Polícia Militar Ambiental.

— Se eles saíram do mar é porque estão cansados — explica a bióloga e assistente técnica do PMP-BS/R3 Animal, Sofia Troppmair.

A R3 Animal reforça que, ao encontrar um animal marinho debilitado ou morto, a população deve acionar o PMP-BS pelo telefone 0800 642 2316. A orientação é não tentar devolver o animal ao mar, não colocá-lo em contato com gelo e evitar aproximação, para não causar mais estresse ao animal.

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*sob supervisão de Giovanna Pacheco

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