Segundo dia de greve na UFSC tem adesão de 40% dos professores

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista, afirma que o governo deve fazer acordo com professores federais em greve

Compartilhe:
Centro de eventos da UFSC durante a greve

Assembleia da categoria será repetida na sexta (10) (Foto: Cristian Delosantos, CBN Floripa)

A adesão dos professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) à greve foi divulgada após o primeiro dia de paralisação. De acordo com o Sindicato dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (Apufsc), aproximadamente 40% dos professores aderiram à greve que foi uma decisão da maioria dos docentes filiados à Apufsc.

Continua após a publicidade

Receba notícias da CBN Floripa pelo WhatsApp

Uma reunião entre o sindicato e o reitor, Irineu Manoel de Souza, foi realizada na noite dessa terça-feira (7), onde foi oficialmente formalizada a greve dos professores, além de tratar da interlocução entre a categoria e a Reitoria durante o período de paralisação dos professores da UFSC. O sindicato convoca na sexta-feira (10) uma assembleia geral extraordinária para analisar a greve e definição de pauta local de reivindicações.

Continua após a publicidade


Governo Federal quer negociar o fim da greve

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu sobre o assunto durante entrevista no programa “Bom dia, presidente”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), junto aos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta (Secom), na manhã dessa terça-feira (7).

O presidente afirmou que o ministro da Educação, Camilo Santana, está disposto a negociar o mais rápido possível. A ministra da Gestão, Esther Dweck, também coordena as conversas com a categoria, e sua pasta elaboraria uma proposta aos sindicatos para ser apresentada em breve.

— Negociação é sempre assim: eu pedia 10, e me ofereciam dois, e eu não queria. Mas entre 10 e dois, tem três, tem quatro, tem cinco, tem seis. É sempre possível encontrar um número que você possa, se não satisfazer 100% das pessoas, mas atender — afirmou o presidente, ao relembrar a época em que era líder de greves.

Reivindicações dos professores

  • Contrários ao reajuste zero em 2024;
  • Reivindicando que o governo apresente índice de reajuste, seguindo contraproposta do Fonasefe/Fonacate (7,06% em 2024, 9% em 2025 e 6,65% em 2026);
  • Discussão do percentual de reajuste para 2027;
  • Data-base;
  • Cumprimento do Piso Salarial do Magistério;
  • Valorização da entrada na carreira do magistério federal, substituindo as classes A/DI e B/DII por uma classe de entrada;
  • Sobre os steps, houve duas propostas divergentes: reajuste nos steps das classes C/DIII e D/DIV para 5%; reajuste linear dos steps;
  • Alteração sobre o tempo de carreira dos docentes que vêm de outras IFEs, que não conta atualmente;
  • Apresentação de maior valor para o auxílio saúde suplementar, contemplando os aposentados, já em 2024;
  • Aposentados precisam imediatamente ser reposicionados no topo da carreira;
  • Equiparar os valores dos auxílios alimentação, saúde suplementar e creche dos servidores do Poder Executivo com os dos servidores dos demais Poderes;
  • Proposta sólida do governo sobre a recomposição do orçamento das universidades;
  • Fim da contribuição previdenciária de aposentados;
  • Aumento no valor da função gratificada (coordenadores de curso e chefes de departamento).

Fotos da Campus da UFSC durante a greve

Leia também

Hospital Infantil implanta procedimento que reduz espera na emergência em Florianópolis

Continua após a publicidade

Moradores de SC relatam angústia com situação de familiares no RS: “Nervosos e chocados”