Primo falso e desmaio em boate: o que está por trás da morte de irmã de ex-vereador em Chapecó

Izabel Eni Bukoski, de 44 anos, foi encontrada morta no terreno de uma casa em abril deste ano

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Izabel foi vista pela última vez em uma boate de Chapecó

Izabel foi vista pela última vez em uma boate de Chapecó (Foto: Redes sociais)

“Primo falso”, desmaio em boate e omissão de socorro. Estes são alguns dos elementos presentes na investigação que apurou a morte de Izabel Eni Bukoski, de 44 anos, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Ela, que é irmã do ex-vereador Volnei Lucas Bukoski (PSB), foi encontrada morta no terreno de uma casa em abril deste ano. Uma pessoa foi indiciada por envolvimento no caso.

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O inquérito foi finalizado nesta semana pela Polícia Civil. Segundo o delegado Vagner Papini, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Chapecó, a mulher não foi assassinada. Isto porque a causa da morte foi “insuficiência respiratória aguda”, causada por um infarto no miocárdio.

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A investigação aponta, ainda, que no dia da morte, Izabel estava em uma boate, junto com algumas amigas, quando teve um mau súbito e caiu no chão. Pessoas que estavam no local, então, a levaram para fora do estabelecimento e acionaram o Corpo de Bombeiros e o Samu. No entanto, um homem de 32 anos teria se aproximado do grupo, alegando ser primo da vítima.

— A partir de então, ele teria passado a dialogar com as pessoas dando a entender que a situação que aconteceu com a vítima era algo corriqueiro, ou seja, que bastaria levar ela até em casa, que em cerca de uma hora ela melhoria — explica o delegado.

O homem, segundo a polícia, pediu ajuda a outras duas pessoas, que a colocaram dentro de um carro e se dirigiram à casa do “suposto primo”. Durante o trajeto, de acordo com o delegado, o condutor e o amigo chegaram a questionar o homem se não seria melhor levar Izabel até o hospital. Ele, no entanto, teria dito que bastava levá-la para casa, já que lá ela seria cuidada por uma tia.

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— Ocorre que esse indivíduo se passando por primo da vítima fez com que os demais tripulantes do carro a levassem até a casa dele, e o colocasse na cama dele. Esse indivíduo sequer conhecia a vítima e sequer participava do círculo social — salienta.

Imagens de câmera de monitoramento, que circularam na época em que o corpo foi encontrado, mostram o momento em que o carro chega ao local e a mulher é deixada na casa. Conforme a investigação, o “primo” teria permanecido horas sozinho com a vítima. Exames chegaram a ser realizados, a fim de identificar uma suposta agressão sexual, mas nada foi constado.

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Homem mandou fotos da mulher para amigo

Ainda de acordo com o delegado, durante a manhã, o falso primo teria enviado a um amigo, que vivia com ele na casa, fotos de Izabel. Na mensagem, ele teria dito que uma mulher teria ido até o imóvel dizendo ser dona da casa e que não queria deixar o local.

A polícia aponta, ainda, que a mulher tenha levantado da cama e morrido após tentar deixar a casa, o que explicaria o corpo ter sido encontrado do lado de fora do imóvel.

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— Acreditamos que ela teria levantado da cama, tentado deixar o local e na ocasião teria perdido os sentidos e ido a óbito. Os exames demonstram que ela saiu por ela mesma […]. Já as lesões pelo corpo teriam ocorrido do deslocamento dela do carro até a cama, já que havia um beco e, ali, ela teria sofrido escoriações nos braços e pernas — salienta o delegado.

O homem foi interrogado pela polícia no dia seguinte ao encontro do corpo, mas permaneceu em silêncio. No entanto, ele fugiu e não foi mais localizado pela Polícia Civil.

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Com a finalização do inquérito, o “suposto primo” foi indiciado por dois crimes: falsa identidade e pelo crime de omissão de socorro com a pena triplicada por resultado morte. Por serem delitos de menor potencial ofensivo, a prisão dele não foi solicitada.

Relembre o caso

O corpo de Izabel foi encontrado por volta das 13h30min do dia 3 de abril, no bairro São Pedro, por uma mulher que passava em frente ao local. Conforme a Polícia Militar, a casa estava aberta, mas não tinha ninguém no local. Um carro também foi localizado, mas sem as chaves. 

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A mulher é irmã do ex-vereador Volnei Lucas Bukoski (PSB), que soube da morte dela no dia que tomou posse na Câmara Municipal de Chapecó. Ele substituiu, por 30 dias, a a vereadora Marcilei Vignatti (PSB).

Nas redes sociais, ele se manifestou sobre o caso: “Nesse dia vivi dois sentimentos fortes, a alegria de ser empossado vereador e a profunda tristeza de receber a notícia do falecimento da minha irmã Izabel Bukoski. Que dor imensa, sua partida deixa um vazio enorme minha irmã, sua alegria de viver será honrada por todos nós”.

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