Professor suspeito de fornecer celulares a detentos em Jaraguá do Sul é afastado

Secretaria diz que professor está afastado de sala de aula e que processo está em fase de conclusão

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Entrada da unidade prisional em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense (Foto: Divulgação/DEAP)

Um professor que lecionava em uma unidade prisional de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, é investigado em processo administrativo disciplinar sob suspeita de fornecer celulares e outros objetos aos detentos.

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O suspeito ficará afastado de sala de aula ao menos até que seja concluída a apuração do caso, que está sob responsabilidade de uma comissão formada por outros três servidores públicos da SED (Secretaria de Estado da Educação).

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Os integrantes do grupo foram identificados em publicação do DOE (Diário Oficial do Estado) desta segunda-feira (7), conforme noticiado inicialmente pelo G1, e têm previsão de concluírem os trabalhos em até 60 dias —este prazo pode ser renovado, no entanto, por igual período.

A SED não revelou o nome do professor nem detalhou sua atuação como educador, por reiterar, em contato com a reportagem, que a apuração corre em sigilo. Ao menos afirmou que o processo está em fase de conclusão.

Também em contato com a reportagem, a SAP (Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa) afirmou que a apuração cabe à pasta de educação, à qual o professor responde.

Concluída a apuração, há a possibilidade da aplicação de penalidades ao servidor, que vão de advertência a demissão, conforme prevê a legislação que regulamenta processos administrativos.

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Leia a íntegra do posicionamento da SED:

“A Secretaria de Estado da Educação (SED) esclarece que, tão logo foi informada do caso em que um professor efetivo da rede estadual é acusado de cometer irregularidades durante sua atuação na Unidade Prisional de Jaraguá do Sul, tomou todos os procedimentos administrativos cabíveis diante da situação.

A SED abriu um processo administrativo disciplinar (PAD) e afastou o professor de suas atribuições durante o andamento do processo, que está em fase de conclusão. O profissional segue sem atuar em sala de aula e o PAD corre em sigilo, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados.”