SC tem alta de 600 casos de dengue em uma semana e soma 5,2 mil em 2020

Em cinco meses, número já supera a marca dos outros anos em que houve epidemia no território catarinense. Estado segue com dez cidades com transmissão epidêmica

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Casos de dengue seguem em alta em SC, superando outros anos de epidemia (Foto: Patrick Rodrigues, arquivo JSC)

Santa Catarina já soma 5.228 casos confirmados de dengue em menos de cinco meses de 2020. O número é o maior já registrado pelo Estado em comparação a outros anos em que houve epidemia da doença em SC.

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A maior marca havia sido alcançada pelo Estado na semana passada, quando chegou a 4,6 mil casos de dengue em quatro meses e meio, superando o ano de 2016, que até então tinha a maior incidência da doença em SC, com 4,3 mil casos.

Somente na última semana houve o aumento de 627 casos confirmados, um crescimento de 13,6%. No entanto, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), isso não significa que todos esses casos são da última semana.

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Os casos, na verdade, estão distribuídos ao longo das últimas semanas, mas somente apareceram no último boletim porque dependem que os municípios insiram as informações no sistema, o que segundo a Dive pode levar um período de até 60 dias.

Na evolução dos casos notificados, a última semana teve o oitavo maior número de notificações entre as 21 semanas deste ano.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (1) pela Dive-SC, além dos 5.228 diagnósticos positivos, o Estado tem ainda outros 5.761 casos sob investigação pelos municípios. Os dados são atualizados até 23 de maio.

Dos 5.228 casos confirmados de dengue, 4.871 são considerados autóctones – transmitidos dentro do Estado. O número representa 93% dos diagnósticos. Outros 160 casos da doença são importados, enquanto 92 tiveram o lugar de contaminação indeterminação e 105 ainda têm o local de infecção sob investigação.

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Joinville tem 70% dos casos de dengue do Estado

Joinville, no Norte do Estado, responde por 70% dos casos confirmados em todo o Estado. A| cidade tem 3.425 casos confirmados, segundo o boletim mais recente da Dive-SC. No total, o Estado continua com 10 cidades com situação de epidemia de dengue (confira a lista abaixo).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação de epidemia ocorre quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

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Nos outros três anos em que o Estado teve epidemias de dengue, o total de casos foi de 1.911 (2019), 4.379 (2016) e 3.619 (2015). As duas únicas mortes por dengue já ocorridas em Santa Catarina foram em 2016.

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Maior presença do mosquito é um dos fatores do aumento da doença

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O aumento de casos de dengue é apontado como um fator a mais a pressionar o sistema de saúde, que já tem a missão de suportar os atendimentos crescentes de casos do novo coronavírus.

De acordo com o João Fuck, gerente de Vigilância de Zoonoses da Dive-SC, o aumento do número de cidades com infestação do mosquito Aedes aegypti, que já chega a 102 municípios do Estado, é um dos fatores que explica o maior número de casos da doença este ano em SC.

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Essa maior presença do mosquito, por sua vez, é reflexo do relaxamento nos cuidados de prevenção como a retirada de locais de água parada e também de condições climáticas favoráveis, como um inverno não tão definido ocorrido no ano passado.

– É uma situação que demanda atenção e união de esforços da população para um maior controle da doença – avalia.

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Principais sintomas da dengue

A febre alta, de 39° a 40° C, de início abrupto, costuma ser uma das primeiras manifestações da dengue. A alta na temperatura pode durar de 2 a 7 dias e também ocorrer conjuntamente com dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.

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Manchas pelo corpo também estão presentes em 50% dos casos e podem ocorrer não rosto, tronco, braços e pernas. Outros sintomas que podem ser registrados também são perda de apetite, náuseas e vômitos.

A doença pode evoluir para um quadro grave. Nesses casos, ocorrem sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes também podem apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

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Dicas para evitar a proliferação da doença

– evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

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– guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

– mantenha lixeiras tampadas;

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– deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

– plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

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– trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

– mantenha ralos fechados e desentupidos;

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– lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

– retire a água acumulada em lajes;

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– dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

– mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

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– evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

– denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

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– caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.