O teto do programa habitacional Casa Verde e Amarela em Joinville deve ser reajustado ainda neste ano, de acordo com o secretário nacional de Habitação, Alfredo Santos. A promessa foi feita durante evento promovido pelo Sindicato da Indústria e Construção Civil (Sinduscon) na quarta-feira (26).
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Para justificar o pedido de aumento no teto do Casa Verde e Amarela, o Sinduscon apresentou dados sobre a relevância de Joinville para a economia, a queda no lançamento de empreendimentos do padrão econômico, o déficit habitacional na região e o potencial da indústria da construção civil na geração de emprego e renda.
— Essa questão do teto do programa Casa Verde e Amarela em Joinville será resolvida porque está claro o desalinhamento em relação a outras cidades do mesmo porte. Ainda neste ano vamos apresentar a resolução ao conselho curador com o objetivo de resolver a defasagem — disse o secretário nacional.
A estimativa do Sinduscon é que o governo federal equipare o teto aprovado para o município, atualmente em R$ 209 mil, ao valor praticado em cidades como Florianópolis e Curitiba, que é de R$ 236,5 mil.
De acordo com o presidente do Sinduscon, Carlos Lopes, o novo enquadramento se justifica em função do porte e das demandas habitacionais da região de Joinville.
— Esse descompasso nos valores do programa habitacional em comparação com outras cidades não apenas limita o lançamento de empreendimentos de padrão econômico em Joinville como compromete o acesso de uma significativa parcela da população à moradia — avalia.
Um levantamento do Sinduscon revela que, entre 2019 e 2021, a queda no lançamento de empreendimentos voltados ao programa Casa Verde e Amarela foi de 16,67%. Em número de unidades, Joinville lançou, em 2021, 577 apartamentos que poderiam se encaixar no programa. No primeiro semestre de 2022, foram apenas 80 unidades.
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