Olhos brilhantes e claros, salientes e um cheiro que lembra o mar são alguns dos pontos que o consumidor precisa procurar ao comprar peixes, de acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Durante a Semana Santa e principalmente na próxima sexta-feira (18), os pescados ocupam cada vez mais as refeições das famílias, e o cuidado deve vir desde o momento de adquiri-lo até o momento de armazenar o produto.
Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp
Por ser um produto de origem animal, o pescado precisa ser beneficiado em estabelecimento registrado em serviço de inspeção sanitária. Os locais estão sujeitos à fiscalização e seguem as normas legais, criadas para evitar que ao longo do processo de beneficiamento ocorram contaminações que possam afetar a saúde humana. Precisam também comprovar a origem da matéria prima utilizada.
— No estabelecimento, o pescado é inspecionado do recebimento até a expedição do produto pronto. Dentre os procedimentos, podemos citar, por exemplo, a recepção do pescado, em que se avalia a aparência do pescado, a limpeza com água clorada, para eliminar sujidades, e o controle de temperatura. Tudo isso é feito para garantir a qualidade final e a segurança para o consumo humano — explica a médica-veterinária da Cidasc, Débora Veiga de Oliveira.
Além de cuidar da sanidade animal e vegetal, a Cidasc é responsável pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que conta com 478 estabelecimentos com registro ativo — tais como abatedouros, laticínios, entrepostos de beneficiamento de mel e unidades de beneficiamento de pescado.
Ao adquirir produtos de origem animal, o consumidor deve verificar o selo do serviço de inspeção. O estabelecimento que beneficia produtos de origem animal pode ser registrado em um serviço de inspeção municipal (selo SIM), no SIE, no Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou ter aderido ao Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi). Outro passo importante para preservar a saúde do consumidor é a fiscalização dos pontos de venda, que é realizada pela vigilância sanitária municipal ou estadual.
Ao comprar peixes e frutos do mar, a população deve procurar o comércio regularizado, com alvará sanitário, e verificar se a embalagem do pescado tem o selo de inspeção sanitária. Ao adquirir peixe fresco, o comprador deve observar algumas características. Além do odor e aparência dos olhos, outros indicativos do frescor do produto são:
- Escamas brilhantes e aderidas ao corpo;
- Carne com textura firme e elástica, sem manchas escuras;
- A coloração varia do vermelho vivo ao rosado, conforme a espécie.
Veja cuidados
Em casa, o consumidor deve seguir as orientações de conservação do produto (resfriamento ou congelamento) e respeitar o prazo de validade. Os peixes e outros tipos de carne devem ser guardados sob refrigeração mesmo depois de cozidos, para evitar a deterioração e contaminação do alimento, conforme a Cidasc.
Tanto o pescado vindo da pesca quanto da aquicultura deve ser beneficiado em estabelecimento registrado em serviço de inspeção sanitária. Nesta etapa, há o trabalho da Cidasc nas unidades que são inscritas no SIE, para que o pescado chegue às famílias catarinenses como um alimento seguro para o consumo, de acordo com o órgão.
*Sob supervisão de Luana Amorim
Leia também
Com vendas em alta na Quaresma, consumidores se queixam do preço dos peixes em Florianópolis




