Sérgio Moro fala sobre fake news e faz trocadilho com slogan de Bolsonaro 

Ex-ministro escreveu "Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos"

Compartilhe:

Moro usou as redes sociais para comentar campanha de fake news (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro falou na tarde deste domingo sobre uma "campanha de fake news" criada contra ele. Moro utilizou o Twitter para dizer que tem ocorrido um movimento nas redes sociais e em grupos de mensagens para tentar desqualifica-lo. Ao final da publicação, utilizou o slogan de Jair Bolsonaro para dizer que não está preocupado: "Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos".

Continua após a publicidade

Moro fez a publicação pouco antes das 15h, e em menos de meia hora, já tinha milhares de respostas, curtidas e retweets. Ele disse ainda que passou por esse tipo de ataque durante e depois da Operação Lava Jato, quando ainda era juiz federal e comandava a operação.

Nas respostas recebidas na tarde deste domingo, muitas críticas de usuários da rede social, que o acusam de ter "cuspido no prato que comeu". Outros disseram que Moro "sempre foi aliado de Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados) e do STF (Supremo Tribunal Federal)". Em diversos comentários, o ex-ministro foi chamado de covarde.

Continua após a publicidade

Moro também recebeu apoie de quem interagiu com a publicação. Alguns perfis falaram que o ex-ministro está sentindo a força da "milícia digital bolsonarista". Internautas também desejaram força, e disseram que ele é "íntegro e que o tempo mostrará que está sendo injustiçado", segundo um dos perfis.

Sérgio Moro criou uma conta no Twitter há pouco mais de um ano, no início de abril de 2019. Até a última semana, entre os poucos perfis seguidos pelo ex-ministro estava o de Jair Bolsonaro. Depois da saída do governo, Moro deixou de seguir as publicações do presidente.

Na sexta-feira (24), Sérgio Moro anunciou a saída do Ministério da Justiça após decisão do presidente de trocar o comando da Polícia Federal. Na madrugada, o Diário Oficial da União publicou a exoneração do diretor-geral Maurício Valeixo, com a assinatura de Bolsonaro e de Moro. No final da manhã, o ex-magistrado se pronunciou, fez acusações ao presidente, disse que não havia assinado o documento e que estava deixando o cargo.

A saída de Moro do governo Bolsonaro dividiu os apoiadores do presidente. Alguns políticos chegaram a dizer que esse era o "começo do fim". Ao final do dia, Bolsonaro fez um pronunciamento, onde acusou Moro de ter mentido, negou interferência na Polícia Federal e disse que o ex-ministro cobrou vaga no STF.