Tarifaço de Trump pode derrubar PIB da Serra Catarinense em 0,53%, projeta Fiesc

Estudo aponta que a região é a mais vulnerável em Santa Catarina e já tem programa de apoio em execução

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De acordo com a nota técnica, a região Serrana é a mais vulnerável devido à menor diversificação industrial e à forte dependência do setor madeireiro (Foto: Fabio Pavan, Divulgação)

A aplicação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos deve trazer reflexos negativos à economia Serra Catarinense. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que elaborou um estudo técnico para mapear os possíveis cenários de redução das exportações no curto e no longo prazo.

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De acordo com a nota técnica, a região Serrana é a mais vulnerável em qualquer cenário, devido à menor diversificação industrial e à forte dependência do setor madeireiro, cuja produção tem os Estados Unidos como principal destino.

Queda do PIB e risco de estagnação

O economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, explica que os efeitos da sobretaxa atingem municípios menos diversificados e com maior exposição ao mercado norte-americano.

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— Mesmo no cenário mais otimista com que trabalhamos, estimamos queda de 0,53% no PIB da região Serrana, dada a menor diversificação industrial e a forte especialização na produção madeireira, majoritariamente destinada aos EUA — detalhou.

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Segundo a projeção da Fiesc, os impactos podem se traduzir em estagnação econômica e intensificação da migração populacional em direção ao litoral, tendência já registrada em décadas anteriores.

Cenários de médio e longo prazo

Além da redução de 30% das exportações, considerada o cenário mais otimista, a Fiesc também avaliou hipóteses de queda de 50% e até 70% nas vendas externas. Caso a tarifa se mantenha por até quatro anos e em meio a uma eventual crise prolongada com os EUA, os efeitos podem ser mais severos, incluindo perda de mais de 100 mil empregos no país.

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Medidas de apoio às indústrias

Para reduzir os impactos, a Fiesc lançou o programa “desTarifaço”, voltado ao suporte de indústrias exportadoras. A iniciativa inclui estudos de inteligência comercial personalizados para orientar empresas na busca de novos mercados.

— A FIESC lançou o programa desTarifaço, para apoiar a indústria exportadora afetada, com diversas iniciativas de nossas entidades. Uma das frentes é a produção de informações para a tomada de decisão pelas empresas, pelo poder público e pela própria Federação — afirmou o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

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