“Transforma o dia”: Conheça Magi, cão de busca que faz visitas a pacientes em hospital de SC

Treinada para operações de busca e resgate, cachorra faz parte do projeto Plantão Quatro Patas há um mês

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Transforma o dia Conheça Magi, cão de busca que faz visitas a pacientes em hospital de SC (3)

Visitas acontecem nas quartas-feiras (Foto: Amauri Felipe de Vargas, Arquivo Pessoal)

Há pouco mais de um mês, o Hospital Regional São Paulo (HRSP) de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, recebe quinzenalmente a visita de Magi, cão de busca e resgate que é acompanhado pelo tutor, o bombeiro militar Amauri Felipe de Vargas. A ação faz parte do projeto Plantão Quatro Patas, iniciativa do HRSP em parceria com os bombeiros.

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As visitas acontecem geralmente nas quartas-feiras. O trabalho feito por Magi e o tutor é conhecido por cinoterapia. De acordo com Liliane Casavin, que é assistente social e coordenadora do projeto, a ação é uma forma não farmacológica de alívio da dor nos pacientes.

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— Nos dias que levamos a Magi para dentro do hospital, a gente percebe a mudança no ambiente. Por ser normalmente relacionado à questão da dor, do sofrimento, de muita angústia e muita incerteza, a vinda dela transforma o dia — conta.

Magi é um cão da raça labrador. Com um ano e dez meses de vida, ela atua como cão de busca na 3ª Região Bombeiro Militar (3º RBM), que cobre as regiões de Joaçaba a Dionísio Cerqueira, do Meio-Oeste ao Extremo-Oeste catarinense. Lá, ela é treinada constantemente para operações de busca e resgate de pessoas perdidas ou desaparecidas, de acordo com o tutor. A cachorra iniciou no Plantão Quatro Patas em junho, há pouco mais de um mês, e atualmente é o único animal integrado no projeto.

Apesar de não haver um treinamento específico para as visitas no hospital feitas por Magi, ela é um sucesso devido à docilidade da raça e ao treinamento que recebe para “gostar das pessoas”, segundo Amauri.

— Sempre somos convidados a participar de eventos, porque para os cães de busca é importante conhecer a maior quantidade possível de pessoas. Para essa atividade, é fundamental que o cão ame o seres humanos — diz ele.

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A ação é monitorada pelo Serviço Social e de Psicologia do HRSP, de acordo com a coordenadora Liliane. As visitas são programadas durante a semana e os profissionais do serviço psicossocial do hospital identificam quais os pacientes que podem ser beneficiados pelo projeto.

Segundo a assistente social, estes pacientes geralmente são os que estão internados por mais tempo ou algum que a equipe médica tem dificuldade de acessar.

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— Muitas vezes, um paciente comenta que tem uma relação com o próprio animal de estimação, e por conta da hospitalização acaba ficando distante. Aí, nós elencamos esses pacientes que receberão a visita da Magi como uma forma de auxiliar no processo do tratamento — explica.

Quanto aos cuidados sanitários, a ação também segue o protocolo da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). De acordo com Liliane, é essencial que os cães que integram o projeto estejam com as vacinas e banhos em dia. Além disso, ao ingressar no hospital, as patas e a pelagem do animal são higienizadas com produtos de uso hospitaleiro. Antes de integrar Magi ao projeto, ela foi dessensibilizada ao ambiente hospitalar, que é cheio de cheiros diferentes, de acordo com Liliane.

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— Nós passeamos com ela por todos os lugares do hospital para que ela pudesse conhecer e se ambientar. Ela está super adaptada e reagiu muito bem ao projeto. É nossa grande voluntária — diz ela.

Plantão Quatro Patas

O Plantão Quatro Patas é pioneiro na região de Xanxerê e em Santa Catarina, de acordo com a assistente social do hospital. O projeto surgiu há 10 anos, sendo suspenso somente em 2020, durante a pandemia.

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— Nós criamos um protocolo interno baseado em guideline internacional e tivemos todo um cuidado sanitário com a aprovação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Já é um projeto consolidado — afirma.

Desde o início da iniciativa, já foram atendidos mais de mil pacientes, conforme a coordenadora.

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— A visita do cachorro transforma o ambiente hospitalar não só no momento da internação. Depois que a visita acaba, o assunto continua no quarto. O paciente tem uma coisa diferente para contar, que não é sobre a doença, sobre a dor, o tratamento medicamentoso ou o próprio prognóstico — explica.

Veja fotos de Magi

*Sob supervisão de Jean Laurindo

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