Casas Bahia demitem 80 funcionários em Florianópolis e fecham todas as lojas em meio à prejuízo de R$ 10 bilhões

Fechamento das unidades ocorre em meio a pedido de recuperação judicial; apenas cinco das 23 lojas em Santa Catarina permanecem abertas

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Casas Bahia fecham lojas em Florianópolis e geram demissão de 80 funcionários (Foto: Reprodução)

A crise nas Casas Bahia resultou no fechamento das três lojas do grupo em Florianópolis. O fim das atividades na capital catarinense representou a demissão de cerca de 80 funcionários, segundo Lael Nobre, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis.

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A empresa se comprometeu com o pagamento dos encargos legais de rescisão trabalhista dentro do prazo, conforme previsto pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O fechamento das unidades ocorre em meio a um pedido de recuperação judicial em que, ao todo, 298 lojas encerraram suas atividades pelo Brasil.

Nesta terça-feira (18), a empresa abriu um novo leilão com produtos em liquidação e preços bem abaixo do valor de mercado. Os descontos chegam a 58%, com produtos como celulares a venda por R$ 235.

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Quais lojas das Casas Bahia fecharam em Florianópolis?

  • Rua Conselheiro Mafra, Centro – unidade da Casas Bahia;
  • Rua Conselheiro Mafra, Centro – unidade da Ponto Frio, que integra o grupo;
  • Floripa Shopping, Saco Grande – unidade da Casas Bahia.

Quase 300 lojas fechadas pelo Brasil e funcionários demitidos

Foram fechadas 298 lojas da Casas Bahia em 2026, com prejuízo de R$ 10 bilhões. Com isso, mais de 1,9 mil colaboradores foram demitidos em todo o Brasil. Somente em Santa Catarina, 18 das 23 lojas foram fechadas, em meio a uma crise no varejo no país.

Agora, apenas cinco continuam operando nas cidades de Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Brusque e uma em Joinville. Na justificativa para pedir a recuperação judicial, a Casas Bahia falou sobre a piora do cenário econômico e os juros elevados, com restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo.

“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, apontou a empresa em um comunicado.