Casas Bahia deve mais de R$ 300 milhões à Britânia, dona da Philco, que opera fábrica em Joinville

Ao todo, a Casas Bahia possui uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões

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Casas Bahia

Casas Bahia deve cerca de R$ 300 milhões para a Britânia (Foto: Leandro Ferreira, Reprodução Britânia)

A Britânia, famosa fabricante de eletrodomésticos no Brasil e dona da Philco, está entre os credores das Casas Bahia. O valor da dívida ultrapassa R$ 300 milhões. A empresa possui um importante polo de sua produção e um centro de distribuição em Joinville, no Norte catarinense, onde emprega mais de 4 mil pessoas.

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Ao todo, a Casas Bahia possui uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões, segundo o documento de recuperação judicial acessado pela Folha de São Paulo. A rede precisou fechar 298 lojas em 2026, com prejuízo de R$ 10 bilhões. Com isso, mais de 1,9 mil colaboradores foram demitidos em todo o Brasil. Somente em Santa Catarina, 18 das 23 lojas foram fechadas.

Veja fotos das lojas das Casas Bahia:

O principal credor da empresa é o Banco Digio, do Grupo Bradesco, para quem a Casas Bahia deve R$ 3,28 bilhões. Já a Britânia está em 18º lugar, com um valor de R$ 354,7 milhões.

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Britânia em Joinville emprega cerca de 4 mil pessoas

Em Joinville, a fabricante abriga um importante polo de sua empresa, onde estão instalados a planta fabril, centro de distribuição e armazém geral. Ao NSC Total, a assessor afirmou que dos mais de 10 mil funcionários empregados pela Britânia no Brasil, quase metade, mais de 4 mil, estão no município catarinense.

As linhas de produção são itens de ventilação, cozinha, linha branca (como ventiladores, batedeiras, liquidificadores, forno, tanquinho e outros). Há também unidades da Britânia em Curitiba (PR), onde fica a sede administrativa, e em Linhares, no Espírito Santo, onde fica um centro de distribuição da marca.

Veja lista dos principais credores da Casas Bahia

Fabricantes de eletrodomésticos, fornecedores e instituições financeiras estão entre os credores da rede varejista. Com um valor de mais de R$ 800 milhões, a Whirlpool, que possui fábrica em Joinville, é um deles. Também aparecem marcas como LG, Electrolux, LG e a Samsung.

  • Banco Digio S.A. – R$ 3.277.992.595
  • Banco do Brasil S.A. – R$ 2.990.270.072
  • Zurich Minas Brasil Seguros S.A. – R$ 1.977.313.799
  • Banco Bradesco S.A. – R$ 1.504.226.797
  • IBCB-AF01 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios – R$ 1.085.199.837
  • ICMS – R$ 1.049.858.144
  • Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda. – R$ 937.614.841
  • Intra S.A. – R$ 928.064.945
  • Parcelamentos estaduais – R$ 880.192.207
  • Riza Agronegócio Gestora de Recursos Ltda.- R$ 803.805.363
  • Whirlpool S.A. – R$ 800.949.800
  • Redasset Gestão de Recursos Ltda. – R$ 708.039.413
  • Electrolux do Brasil S/A – R$ 700.087.863
  • LG Eletronics do Brasil LTDA – R$ 623.723.530
  • Motorola Mobility Comércio de Produtos Eletrônicos – R$ 619.003.677
  • MK BR S.A. – R$ 494.524.446
  • Mapfre Seguros Gerais S.A. – R$ 388.000.000
  • Britânia Eletrodomésticos S.A. – R$ 354.786.056
  • Jive Investments Gestão de Recursos e Consultoria S.A. – R$ 354.215.016

O que diz a Casas Bahia sobre a recuperação judicial

O pedido de recuperação judicial foi ajuizado em um contexto de deterioração das condições econômicas e financeiras enfrentadas pela companhia, informou a Casas Bahia em comunicado. “[A empresa] foi impactada, dentre outros fatores, pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela companhia”, diz.

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Ainda, informou que no cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial se mostra necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da empresa, que busca preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações

Também cita que, durante o curso do processo de recuperação, a companhia pretende manter suas operações em todos os seus canais existentes, priorizando o atendimento a seus clientes e consumidores, sem interrupções relevantes, e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes. 

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“Com a readequação de sua estrutura operacional, centralizada em operações mais rentáveis e com maiores margens de contribuição, aliada ao reperfilamento e alongamento de suas dívidas financeiras e operacionais a Companhia buscará, por meio do processo de reestruturação organizado, uma solução definitiva para as questões envolvendo sua estrutura de capital. A companhia manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados ao assunto”, finaliza.