A Casas Bahia conseguiu recuperar os acessos às contas bancárias na BTG Pactual depois de um decisão da Justiça de São Paulo na sexta-feira (28). A rede varejista também estava sem acesso ao extrato desde que entrou com um pedido de recuperação judicial após registrar prejuízo de R$ 10 bilhões e fechar quase 300 lojas em todo o Brasil neste ano.
A decisão é da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, que estipulou uma multa diária de R$ 100 mil caso o BTG Pactual não cumpra a determinação. Agora, a Casas Bahia também terá acesso aos valores retidos por redes de pagamento como Cielo, Getnet e Redecard, conforme informações da Folha de S.Paulo.
Ao todo, foram 297 lojas fechadas do Grupo Casas Bahia em todo o Brasil. Em Santa Catarina, 18 lojas fecharam, restando apenas 5 estabelecimentos em todo o Estado.
A empresa anunciou que teve um prejuízo de R$ 10 bilhões em 2026 e, com isso, fechou as lojas e demitiu mais de 1,9 mil funcionários. Com isso, a Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial, motivado pela “piora do cenário econômico e os juros elevados, com restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo”.
Ações de credores suspensas por 180 dias
O despacho também aceitou um pedido da Casas Bahia para suspender ações e execuções de dívidas de credores contra a empresa por 180 dias a partir do dia 19 de agosto. A juíza, no entanto, afirmou que execuções fiscais e créditos tributários não fazem parte dessa proteção, assim como indenizações morais e materiais, ações trabalhistas e obrigações que não fazem parte da recuperação judicial.
Os bloqueios judiciais somavam cerca de R$ 9 milhões depois que o pedido de recuperação judicial foi feito. Dessa forma, depósitos recursais e judiciais vinculados a créditos devem ficar sob custódia judicial.
Veja fotos das lojas das Casas Bahia
Recuperação judicial
Após o pedido, a Casas Bahia informou que no cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial se mostra necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da empresa, que busca preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações.
Enquanto o processo de recuperação estiver acontecendo, a empresa afirmou que pretende manter suas operações em todos os seus canais existentes, priorizando o atendimento a seus clientes e consumidores, sem interrupções relevantes, e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.





