Com avanço da exploração das terras raras no Brasil, WEG fornece motores de ímãs permanentes para projeto de pré-sal

Motores de alta eficiência da companhia foram projetados para operar submersos em profundidades de até 3 mil metros

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ímãs permanentes weg

Fornecimento dos equipamentos para o projeto é pioneiro (Foto: Divulgação)

Os ímãs permanentes têm ganhado destaque com o avanço da exploração das terras raras no Brasil. Acompanhando o ritmo, a multinacional WEG, gigante dos motores elétricos em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, agora fornece equipamentos do modelo para o navio-plataforma localizado no campo produtor de petróleo e gás localizado na camada de pré-sal da Bacia de Santos.

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Extremamente essenciais na indústria, os ímãs permanentes são componentes aplicados na fabricação de motores de carros elétricos, mísseis, dispositivos eletrônicos, turbinas eólicas, equipamentos médicos e outros aparelhos da indústria. Em alguns casos, esses dispositivos podem ser produzidos a partir das terras raras, uma combinação entre 17 elementos químicos encontrados na natureza, geralmente misturados a outros minérios e de difícil extração.

Veja fotos do motor fornecido pela WEG ao projeto

WEG fornece motores para projeto na camada de pré-sal brasileira

Com o objetivo de expandir a presença no segmento de óleo e gás, a WEG investiu em um fornecimento pioneiro para o campo de Mero, área de águas profundas do pré-sal, em parceria com a TechnipFMC. 

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Os três motores síncronos com rotores de ímã permanente foram produzidos para operar no sistema de produção do projeto de Mero 3, a partir do navio-plataforma FPSO Alexandre de Gusmão. Compactos, de alta eficiência e projetados para operar submersos em profundidades de até 3 mil metros, os motores serão aplicados diretamente à bomba de reinjeção de gás no leito marinho, uma das etapas críticas do sistema de produção.

“Esse fornecimento representa um ponto de virada para a WEG e reforça seu compromisso com o avanço tecnológico no setor de energia, contribuindo para processos mais eficientes e sustentáveis, preparados para os desafios das operações submarinas de próxima geração”, afirmou a companhia em uma publicação nas redes sociais.

WEG, ímãs permanentes e projeto pioneiro de terras raras no Brasil

A produção de ímãs permanentes com uso das terras raras teve início no Brasil no ano passado, ainda em caráter de pesquisa. O projeto MagBras, que é pioneiro no país, conta com ajuda de empresas do Norte catarinense, como WEG, Tupy e Schulz.

As diferentes fases do ciclo de produção incluem desde a mineração até a produção e reciclagem, de maneira simplificada. No entanto, até o final, esse processo ainda não ocorre por meio de uma sequência funcional.

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Durante a execução do MagBras, grandes empresas de Joinville e Jaraguá do Sul apoiam o trabalho de pesquisa, como Weg, Tupy e Schulz. Ao longo do processo, as indústrias fornecem dados importantes sobre os ímãs que serão fabricados de forma inédita, principalmente em relação a porcentagem dos metais que constituem a peça.

— Essas porcentagens vão implicar, no final, a condição de maior ou menor campo magnético desse ímã. Então, dependendo da aplicação, por exemplo, a Weg vai usar isso para motores elétricos e ímãs para gerar e fazer parte do motor elétrico. Então, ela vai definir junto conosco qual é a grade do ímã mais adequada para aquela aplicação. Se ela for usada para a parte de geradores eólicos, é uma outra configuração do ímã que é mais adequada para geradores eólicos — explica Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser de Santa Catarina.

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*Sob supervisão de Nicoly Souza