Como 2ª cidade mais cara de SC entrou na mira de ricaços do agro: “Valorização e demanda por aluguel”

Imóveis de Itapema entram no radar de empresários do agronegócio que estão em busca de novos investimentos

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Mercado imobiliário funciona como alternativa que reúne a possibilidade de valorização ao longo dos anos e manutenção do patrimônio (Foto: Divulgação)

A crescente valorização do mercado imobiliário de Itapema, combinada à alta demanda por imóveis para locação, despertou o interesse dos “ricaços do agro“. Para esse público, investir no litoral de Santa Catarina aparece como uma forma de diversificar o patrimônio construído no campo, com a possibilidade de valorização do imóvel e geração de renda através do aluguel.

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Em Itapema, esse movimento já representa uma parcela significativa dos compradores do Grupo N1. Segundo a incorporadora, 50% dos clientes são empresários ou produtores ligados ao agronegócio, que têm buscado principalmente imóveis na região de Morretes.

A procura acontece em um momento de forte valorização da cidade. O Índice FipeZap divulgado no início de outubro apontou preço médio de R$ 15.340 por metro quadrado em Itapema, que aparece como a terceira cidade mais valorizada do país, atrás de Vitória, no Espírito Santo, e Balneário Camboriú.

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Empresários investem em imóveis como “aposta segura” para aumentar patrimônio

Por trás da escolha está uma estratégia de diversificação. O agronegócio representa 22,8% da economia brasileira e deve alcançar um Produto Interno Bruto de R$ 3,13 trilhões em 2026, mas o setor também está sujeito a oscilações de preços, produção e rentabilidade.

Nesse cenário, empresários e produtores que construíram patrimônio no campo podem direcionar parte dos recursos para outros tipos de ativos. O mercado imobiliário entra nessa estratégia como uma alternativa que reúne a possibilidade de valorização ao longo dos anos e manutenção do patrimônio.

Segundo Josemar Pasqualotto Júnior, CEO do Grupo N1, a presença desse público entre os compradores da incorporadora tem aumentado gradualmente nos últimos anos.

“Temos recebido empresários e produtores que construíram patrimônio no agronegócio e procuram o litoral catarinense justamente para diversificar os investimentos. Eles não estão deixando o campo. São compradores que querem distribuir o capital entre atividades diferentes e encontram no imóvel um ativo que pode combinar preservação patrimonial, valorização ao longo do tempo e geração de renda”, destaca.

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Demanda por locação é atrativo para quem deseja investir

Para o CEO, o município chama a atenção desse público pelo histórico de valorização do mercado imobiliário e pela demanda que a cidade mantém tanto para compra quanto para locação.

A possibilidade de gerar renda com o aluguel também aparece entre os fatores considerados pelos investidores. Nesse caso, o imóvel deixa de ser apenas uma reserva de patrimônio e passa a ter potencial para gerar receita enquanto permanece como um ativo que pode se valorizar ao longo do tempo.

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“A locação tem um peso importante nessa decisão porque permite que o imóvel se torne uma fonte de renda recorrente. É um patrimônio que passa a gerar receita para o proprietário e pode complementar os rendimentos obtidos em sua atividade principal”, conclui o CEO.

Morretes está entre as regiões mais procuradas

Dentro de Itapema, a região de Morretes concentra parte desse movimento. Localizado entre a BR-101 e a orla, o bairro reúne empreendimentos imobiliários e está entre as áreas onde o Grupo N1 mantém projetos.

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A localização aparece como um dos pontos de interesse para os investidores ligados ao agronegócio, que buscam unir a compra do imóvel à possibilidade de valorização e geração de renda por meio da locação.

O movimento acompanha a expansão do mercado imobiliário de Itapema, que segue entre os municípios com os metros quadrados residenciais mais valorizados do país. Ao mesmo tempo, a procura por imóveis para locação amplia as possibilidades para quem pretende transformar a compra em uma fonte de renda.