Balneário Camboriú, que já passou quatro anos no topo do pódio do metro quadrado mais valorizado do Brasil, voltou a ter uma posição de destaque. Segundo relatório do Índice FipeZap, publicado nessa quinta-feira (1º), a cidade desbancou Itapema e se tornou o município mais valorizado de Santa Catarina, com o metro quadrado custando em média R$ 15.369.
No ranking nacional, Balneário Camboriú aparece em segundo lugar, atrás apenas de Vitória, no Espírito Santo, onde o valor chegou a R$ 15.905. Itapema, que havia aparecido à frente de Balneário Camboriú em levantamentos anteriores, ficou logo atrás, com preço médio de R$ 15.340 por metro quadrado. A diferença entre as duas cidades é de apenas R$ 29.
O levantamento divulgado considera os preços dos imóveis residenciais registrados em setembro. Além da cidade catarinense, outros três municípios de Santa Catarina aparecem entre os mercados com os metros quadrados mais caros do país: Itapema, Florianópolis e Itajaí.
Cidade é a segunda mais valorizada do país
Unidades compactas ganham espaço no mercado imobiliário
Além de recolocar Balneário Camboriú em destaque no cenário nacional, o índice também traz à tona mudanças no perfil dos imóveis que estão ganhando espaço na cidade. Segundo o especialista em mercado imobiliário Bruno Cassola, novas possibilidades de microzoneamento devem favorecer a presença de apartamentos compactos e ultracompactos nos próximos lançamentos.
Durante cerca de duas décadas, segundo ele, as regras urbanísticas limitaram a presença de apartamentos menores na cidade, concentrando boa parte dos lançamentos em unidades amplas e de alto padrão. Com as novas possibilidades de microzoneamento, esse cenário começa a mudar e os chamados compactos e ultracompactos podem aparecer com mais frequência nos próximos empreendimentos.
Na prática, são imóveis com uma metragem menor e, consequentemente, um valor total mais baixo, o que pode ampliar o número de pessoas interessadas na compra. Ao mesmo tempo, como o preço é calculado por metro quadrado, unidades menores podem alcançar valores elevados por metro quadrado.
“Balneário Camboriú sempre teve um mercado muito forte, mas concentrado em apartamentos maiores. A entrada dos compactos muda essa lógica porque são unidades que exigem um valor total menor, alcançam um público maior e, ao mesmo tempo, conseguem trabalhar com um valor de metro quadrado mais alto. Isso pode aumentar o número de negócios, gerar mais liquidez e elevar o valor médio do metro quadrado vendido na cidade”, explica.
Apartamentos de um quarto estão entre os mais valorizados
Para Cassola, o próprio levantamento do FipeZap reforça o avanço dos imóveis menores. Em setembro, os apartamentos de um quarto registraram o maior preço médio por metro quadrado entre os tipos de imóveis residenciais pesquisados no país, chegando a R$ 12.260.
Esse também foi o tipo de imóvel que mais valorizou nos 12 meses anteriores, com alta de 7,48%. Para o especialista, os números ajudam a explicar por que os apartamentos compactos passaram a chamar a atenção de compradores e investidores.
“Durante muito tempo, quem queria comprar em Balneário Camboriú precisava lidar com uma barreira de entrada elevada, porque boa parte da oferta estava concentrada em apartamentos de 150 ou 200 metros quadrados ou mais. Os compactos conseguem atingir outro público e também podem atrair investidores que procuram imóveis com valores mais baixos e potencial de locação”, afirma
Quatro cidades de SC figuram no ranking
Além de Balneário Camboriú, com o metro quadrado avaliado em R$ 15.369, e Itapema, com R$ 15.340 e ocupando o terceiro lugar nacional, outras duas cidades catarinenses aparecem entre os municípios com os metros quadrados mais caros do país.
Florianópolis registrou preço médio de R$ 13.607 por metro quadrado, enquanto Itajaí chegou a R$ 13.453. O levantamento também aponta valorização dos imóveis em Blumenau e Joinville, embora os valores ainda estejam abaixo dos registrados pelas cidades do Litoral Norte e da capital.










