De torneiras simples a sauna de recuperação muscular: qual é o segredo que tornou empresa de Joinville a maior exportadora na América Latina

Dona de torneiras na casa dos brasileiros produz 17 milhões de peças por ano e exporta para mais de 35 países

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docol, empresa de joinville que produz torneiras

Gigantes dos metais e louças sanitárias tem sede em Joinville, no Norte de Santa Catarina (Foto: Giovanna Marques, NSC Total e Docol, Divulgação)

Dona de torneiras na casa dos brasileiros, a Docol se tornou a maior exportadora de metais sanitários da América Latina, presente em mais de 35 países. Foi em Joinville, no Norte de Santa Catarina, que a empresa construiu a sua trajetória industrial. Por trás de cada produto desenvolvido, de uma simples torneira a uma sauna infravermelha, que acelera a recuperação muscular, há um segredo carregado pela marca.

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Fundada em 1956, em Jaraguá do Sul, a empresa foi transferida em 1958 para a maior cidade de SC e, ao longo das últimas sete décadas, ampliou a produção de metais sanitários para louças sanitárias e soluções em aço inox. Atualmente, a Docol reúne mais de 2,6 mil trabalhadores, quatro parques fabris, um portfólio com mais de 3 mil produtos e presença em mais de 35 países.

Veja fotos da Docol, tradicional empresa de Joinville

Qual é o segredo por trás dos produtos da Docol

Nos bastidores da produção, a empresa joinvilense investe pesado nos detalhes que fazem a diferença no dia a dia dos clientes. Por isso, o design e a inovação são os principais segredos para que os produtos da Docol sejam a principal escolha no mercado.

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Seja uma torneira com comando por voz ou aproximação, uma banheira de imersão gelada, banho com controle digital e monitoramento de consumo ou purificação da água com ozônio, o objetivo do empreendimento é possuir um catálogo recheado de produtos inovadores e que contribuam com o meio ambiente. “Isso é muito importante para a marca. Fazer primeiro, arriscar, dar o primeiro passo, estar preparado”, avalia Fábio Campanha, gerente de inovação da companhia.

“A Docol sempre foi pioneira em desenvolvimento de tecnologia, inovação, cresceu de maneira muito robusta no mercado, principalmente nos últimos anos, mas porque sempre teve essa base no core dela: a importância de ter um bom produto, com qualidade, disruptividade e de tentar o novo”, afirma o gerente.

Ainda segundo Campanha, ser uma das maiores empresas do setor em escala mundial influencia os designs dos produtos. “Fora do Brasil, nós competimos com especificações técnicas ótimas, com uma performance de produto excelente e ajustes que fizemos para alguns desses mercados também, para que nós pudéssemos combater ou participar de uma maneira melhor dentro do ciclo de produtos desses países específicos”, explica.

“Algumas vezes os materiais estrangeiros precisam ser alterados, então, existe uma diferença ali no metal, na liga. Algumas vezes eles têm normas técnicas diferentes, então, a gente precisa mudar a especificação do produto, a performance. Algumas vezes também existe um design diferente, que é regional. Então, um produto que você vende na Ásia, que você vende na América, que você vende na Europa, têm características estruturais diferentes”, completa.

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Sucesso na fabricação dos produtos e exportação para fora do país

A marca joinvilense acumula mais de 321 patentes e produz cerca de 17 milhões de peças por ano. Ao longo das décadas, incorporou soluções para reduzir o consumo de água e ampliou os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, aplicando 25 milhões de reais nesta área somente em 2025.  

“Para uma empresa brasileira exportar é muito difícil, por causa de todos os desafios que a gente encontra no Brasil que atrapalham os negócios, mas eu diria que o fundamental é oferecer um produto que tem um diferencial, que tem uma qualidade e aproveitar o que o Brasil tem de melhor, porque o mundo todo gosta do brasileiro”, destaca Guilherme Bertani, presidente da companhia.

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Além disso, a preocupação com a eficiência hídrica faz parte dos processos produtivos da companhia, uma das primeiras indústrias brasileiras a tratar a água utilizada em seu processo produtivo, ainda na década de 1980. 

*Sob supervisão de Leandro Ferreira