Após abrir um negócio fora do comum, uma empresária vendeu 200 baldes de pipoca em apenas um dia e a marca decolou em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Muito semelhante ao estilo gourmet, o doce combina o crocante do milho estourado com a cremosidade dos recheios especiais.
Antes de começar a carreira de empreendedora no “improviso”, Indianara trabalhava na área financeira. No entanto, após ingressar no curso de Terapia Ocupacional, a mãe de duas meninas precisou abandonar a renda fixa para iniciar um estágio não remunerado aos 33 anos.
“A gente fica realmente desesperada, né? Porque sempre acostumada a receber [salário] e de repente não vai receber. (…) Tem as contas da casa para pagar, duas filhas pequenas e a própria faculdade para pagar”, contou ao NSC Total.
Veja fotos da pipoca no balde vendida em Joinville
Como a marca começou
Foi em 12 de julho deste ano que a moradora de Joinville abriu oficialmente a loja por delivery. Até a data de inauguração, os trabalhos nos bastidores foram intensos.
Durante o processo de encontrar um novo negócio, para suprir a necessidade de renda extra, Indianara identificou que a “pipoca no balde” era um produto já popular em outros estados, mas que ainda não havia chegado em terras catarinenses.
“Eu vi que aqui na região não tinha, nem em Joinville e nem em Santa Catarina. (…) Ninguém fazia, não trouxeram para cá. Então eu comecei a ir a fundo, pesquisar como é feito, do que é feito, técnica”, explica.
A empreendedora também destaca que a produção do doce se encaixou perfeitamente na sua rotina. Pela manhã, são seis horas dedicadas ao estágio. Até a chegada das filhas da escola, ela foca totalmente na produção das pipocas.
“Tentei encontrar algumas [vagas], mas não consegui, que tivesse esse ‘manejo’ de horário. Que eu pudesse começar às 14h e sair às 17h. E ainda: no mundo perfeito, quem em meia hora chegaria em todos os destinos, né?”
Vendas “estouraram” igual pipoca no primeiro dia
Após iniciar a divulgação nas redes sociais, Indianara foi surpreendida pela quantidade de pedidos logo na inauguração. Foram cerca de 200 baldes vendidos.
“A gente já vendeu mais de mil baldes neste mês. Por semana, a gente vende cerca de 170 a 200 baldes agora, porque naquela primeira semana foi aquele ‘boom’ que deu 200 baldes em um dia, daí agora a gente tem até 230 baldes por semana aqui”
Doces são uma “explosão de sabor”
O sucesso da Pipocou, como a marca foi chamada, não surgiu de uma “receita pronta”. A empreendedora conta que passou por um período fazendo diversos testes para chegar no resultado que esperava.
“Fiquei mais de um mês testando esses caramelos do jeito que eu queria, que não ficasse muito doce, mas que fosse um caramelo que ficasse uma balinha, um cristal”, detalha.
As pipocas caramelizadas com cobertura dos recheios mais queridinhos dos clientes chegaram em Joinville com o objetivo de trazer um novo produto a partir de um grão comum.
“[A pipoca no balde] passa por um processo diferente, um processo que envolve técnica, para que chegue no produto final, no cliente, como algo surpreendente. (…) Eu não queria entregar qualquer coisa”, destaca.
Segundo Indianara, o campeão de vendas da marca é o balde de Kinder Bueno com Nutella, que varia de R$ 39 a R$ 55, de acordo com o tamanho escolhido pelo cliente.
“Fico feliz assim de ter sido a pioneira em Joinville, sabe? E querendo ou não uma referência assim, né? Para a cidade nesse meio”, conta, já que, desde o início da Pipocou, outros negócios semelhantes surgiram.
Por fim, a empreendedora destaca quais são dois dos pilares que influenciam o sucesso do delivery. “Não precisou de muito investimento pra mim abrir ela, mas eu acho que foi, assim, a persistência, sabe? A persistência e a organização. É uma coisa que eu vou fazer em casa, mas vou fazer bem feito.”
*Sob supervisão de Leandro Ferreira








