A WEG, multinacional de Jaraguá do Sul conhecida como a fábrica de bilionários por conta de seus herdeiros, anunciou uma mudança de nomes na diretoria da empresa. O atual vice-presidente de Energia, João Paulo Gualberto da Silva, deixa o cargo a partir do dia 31 de dezembro após 37 anos de WEG. Quem assume é o atual Diretor de Soluções em Energia & Serviços, o executivo Paulo Leonardo da Silva Sinoti.
A “dança das cadeiras” foi comunicada ao mercado no fim da tarde desta quarta-feira (21), mesmo dia que a companhia também divulgou o balanço de resultados do trimestre. As alterações dos nomes serão implementadas pelo Conselho de Administração, dando continuidade ao plano de sucessão de seus administradores.
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Executivos somam mais de 30 anos de carreira na WEG
João Paulo Gualberto da Silva é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e tem pós-graduação em Comércio Exterior pela Univille, em Joinville, Santa Catarina. Ele esteve na WEG desde 1990 quando começou como analista de vendas e tornou-se chefe de vendas no Brasil. No decorrer do tempo, assumiu o cargo de analista de vendas nos Estados Unidos. Em 2007, tornou-se gerente e vice-presidente de vendas nos EUA. De volta ao Brasil, foi diretor de Novas Energias (Eólica e Solar) e se tornou é vice-presidente de Energia.
Já seu sucessor, Paulo Leonardo da Silva Sinoti, é formado em Tecnologia Mecânica com ênfase em Manufatura pela Sociedade Educacional de Santa Catarina (SOCIESC) e possui pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com mais de 35 anos de carreira, atuou como Diretor Geral das Operações Industriais da WEG em Sertãozinho, São Paulo. Atualmente é responsável por desenvolver globalmente o negócio de serviços da WEG além dos negócios de Energia.
WEG lucra R$ 18 milhões por dia no terceiro trimestre de 2026
Conhecida como fábrica de bilionários, a WEG lucrou cerca de R$ 18 milhões por dia no terceiro trimestre deste ano. Entre julho e setembro, o lucro líquido da empresa de Jaraguá do Sul, cidade do Norte de SC, foi de R$ 1,6 bilhão, um aumento de 6,8% em relação ao trimestre anterior. Balanço da companhia foi divulgado na manhã desta quarta-feira (21).
A WEG também informou no balanço ao mercado que o lucro líquido da empresa no último trimestre representa um aumento de 0,9% se comparado ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida atingiu 15,3%, 0,8 ponto percentual inferior ao terceiro trimestre de 2025 e 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Como o lucro líquido da WEG entre julho e setembro foi de R$ 1,6 bilhões, e o período somou 92 dias, isso significa que o lucro líquido da empresa foi de pouco mais de R$ 18 milhões por dia.
“Fábrica de bilionários” ganha mais herdeiros
A WEG foi fundada em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, e ficou conhecida por conta de seus herdeiros que performam em lista anuais da Forbe dos bilionários do Brasil. Atualmente, são 102 herdeiros, conforme apurou Estela Benetti, colunista do NSC Total. A informação foi compartilhada pelo presidente do conselho de administração da companhia e da holding familiar controladora a empresa, a WPA, Décio da Silva.
O êxito da WEG resulta diretamente da excelência da governança adotada pelos três fundadores da empresa há 50 anos, que estabeleceram, entre outras decisões, o acordo de acionistas e o conselho de famílias.
Eggon João da Silva, Werner Woigt e Geraldo Werninghaus, que fundaram a WEG em setembro de 1961, definiram 15 anos depois um acordo de acionistas para a empresa e também criaram o conselho de família que define, até hoje, como será gerida a companhia.
Hoje, as três famílias têm a holding WPA, que controla 50,1% da WEG e mais 15,2% das ações da empresa. A outra parte, 34,7% estão circulando no mercado (na B3). Por meio da WPA as famílias também controlam 84% do capital da Oxford, empresa de produtos para o lar, dona das marcas Strauss, Oxford e Biona e cujo conselho também é presidido por Décio da Silva.




