Fim da taxa das blusinhas ameaça pequenos negócios e empregos em SC, diz Fiesc

Segundo a federação, retirada da cobrança aumenta a desigualdade entre produtos importados e fabricados no Brasil

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Texto foi alterado pela relatora da MP (Foto: Banco de Imagens)

Senado aprovou a medida provisória que acaba com o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (Foto: Banco de Imagens)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirma que o fim da chamada taxa das blusinhas deve afetar principalmente micro e pequenas empresas, segundo avaliação divulgada nesta quinta-feira (3). Conforme a entidade, o fim da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 será prejudicial à indústria e ao comércio brasileiros e ao desenvolvimento econômico do país.

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A manifestação ocorreu após o Senado aprovar a medida provisória que acaba com o imposto de importação. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial.

Para a Fiesc, a decisão representa uma vantagem para indústrias estrangeiras em relação às empresas brasileiras, que precisam cumprir normas ambientais, trabalhistas e regulatórias.

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“O industrial brasileiro cumpre uma série de normas ambientais, trabalhistas e de regulação, e submeter produtos importados a uma carga tributária inferior à incidente sobre muitos produtos fabricados no Brasil amplia ainda mais uma assimetria que já prejudica quem produz e gera empregos aqui”, afirmou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.

A federação cita estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que apontam que o fim da taxa deve atingir principalmente os negócios de menor porte. Segundo estudo da entidade citado pela Fiesc, o fim da cobrança pode aumentar em 28% o número de pequenas encomendas internacionais e colocar em risco 109 mil empregos no país.

“A Federação catarinense lamenta a aprovação da medida sem a consideração dos impactos econômicos e sobre os empregos brasileiros, em momento inoportuno”, diz nota da Fiesc.

Entenda a taxa das blusinhas

O que falta para o fim da taxa das blusinhas entrar em vigor

Após ser aprovada em votação simbólica pelo Senado nesta quinta-feira, a medida provisória segue para sanção do presidente Lula (PT). O texto precisa ser convertido definitivamente em lei para manter a isenção.

A MP foi assinada por Lula em 12 de maio de 2026 e perderia a validade em setembro caso não fosse analisada pelo Congresso. O prazo final para a votação terminava no dia 8 deste mês.

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A proposta mantém isentas do imposto federal de importação as compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas estrangeiras. O ICMS estadual continua sendo cobrado, enquanto encomendas acima de US$ 50 permanecem sujeitas ao imposto de importação de 60%.

Durante a tramitação, o Congresso incluiu um mecanismo para acompanhar os efeitos da isenção sobre a economia. A primeira avaliação deverá ser realizada depois de três meses e, posteriormente, a cada seis meses.

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Os levantamentos deverão observar principalmente os impactos sobre emprego e renda nos setores de:

  • Têxteis e vestuário;
  • Calçados;
  • Acessórios;
  • Brinquedos;
  • Cosméticos.

O Congresso também deverá reavaliar a medida anualmente, com base em dados fornecidos pelo Ministério da Fazenda.