Acabou a taxa das blusinhas? Entenda o que falta para medida entrar em vigor após aprovação do Senado

Votação simbólica ocorreu nesta quinta-feira (3), após aprovação na Câmara dos Deputados

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Senado aprova fim da taxa das blusinhas (Foto: Joédson Alves, Agência Brasil)

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. A aprovação ocorreu por votação simbólica, da mesma maneira que a votação na Câmara dos Deputados, também nesta quinta-feira.

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O texto segue para sanção presidencial. A medida acaba com o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Aprovação na Comissão Mista

Na quarta-feira (2), a proposta havia sido aprovada pela Comissão Mista de deputados e senadores responsável pela análise da MP. O colegiado avalizou o parecer da senadora Leila Barros (PDT-DF), com alterações. A principal alteração foi a inclusão de um mecanismo de avaliação nos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros, como uma forma de mitigação.

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Segundo a mudança, a avaliação será depois de três meses e, depois, a cada seis meses. Segundo a senadora, o objetivo é que caso um impacto econômico seja identificado, sejam estudadas formas de diminuir o problema. A ideia é que os principais impactos sejam medidos nos empregos e na renda.

O Congresso também precisará reavaliar o fim da taxa todos os anos, monitorando dados disponibilizados pela Fazenda. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores:

  • Têxteis e vestuário;
  • Calçados;
  • Acessórios;
  • Brinquedos; e
  • Cosméticos.

O que é a MP da taxa das blusinhas

MP foi assinada por Lula em 12 de maio de 2026 e perde a validade em setembro. O prazo final para a análise dos parlamentares termina no dia 8 deste mês.

A medida mantém isentas de imposto federal de importação as compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em sites estrangeiros. A cobrança do ICMS, imposto estadual que também incide sobre essas compras, não é afetada e continua variando conforme o estado.

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Antes da medida provisória, essas compras pagavam 20% de imposto de importação. Compras acima de US$ 50 continuam taxadas em 60%.