Florianópolis lidera ranking com preço médio da gasolina mais caro de SC

Preço da gasolina comum varia consideravelmente entre municípios de Santa Catarina

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Gasolina comum mais cara em Florianópolis pode ser encontrada a R$ 6,79 (Foto: Banco de Imagens)

Florianópolis é o município catarinense com o preço médio da gasolina mais alto, chegando a R$ 6,62, com o preço por litro sendo 28 centavos mais caro que a média registrada em Santa Catarina, conforme o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço mais alto encontrado na Capital foi de R$ 6,79 por litro em relação à gasolina comum.

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A pesquisa mostra que o preço da gasolina varia consideravelmente de uma cidade para outra. Na cidade mais populosa do Estado, Joinville, por exemplo, foi registrado um dos menores preços médios: R$ 6,12, com valor máximo encontrado pela pesquisa de R$ 6,19, uma diferença de 50 centavos quando levados em conta os preços médios de Florianópolis e Joinville.

Outra cidade da Grande Florianópolis com valor médio por litro alto é São José, que registrou R$ 6,56 no preço da revenda de gasolina comum. Blumenau, no Vale do Itajaí, vem em terceiro lugar, com preço médio de R$ 6,52, enquanto Concórdia (R$ 6,51) e Xanxerê (R$ 6,37) completam o ranking.

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A título de comparação entre capitais, o preço médio da gasolina em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, é de R$ 5,92, uma diferença de 70 centavos por litro de combustível.

Veja o ranking de preços médios em Santa Catarina

  1. Florianópolis – R$ 6,62
  2. São José – R$ 6,56
  3. Blumenau – R$ 6,52
  4. Concórdia – R$ 6,51
  5. Xanxerê – R$ 6,37

Aluguel, energia e mão de obra pesam na conta

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Varejista de Derivados do Petróleo de Blumenau, Júlio César Zimmermann, custos como aluguel, energia e mão de obra podem pesar na conta dos postos e, por isso, o preço pode varias entre municípios. Além disso, a concorrência e o tamanho da cidade ajudam a explicar as diferenças entre municípios.

— Tem aluguel, tem o ponto [onde o posto está localizado] que é mais caro e problema de funcionário, que hoje nós estamos com um problema sério. O grande problema hoje do nosso combustível são os impostos — diz

Hugo Carioni, do Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis, concorda, e afirma que o “ramo de combustíveis é muito complexo”.

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— Existe toda uma cadeia, desde o refino, até chegar ao consumidor. Cada um tem seus preços e custos, desde distribuidora até a transportadora — afirma

Preço médio da gasolina aumentou de 2024 para 2025

De acordo com o levantamento da ANP, o preço médio da gasolina comum aumentou de R$ 6,29 em 2024 para R$ 6,34 em 2025. Só de janeiro a junho deste ano, o preço médio subiu cerca de 0,79%.

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O preço, no entanto, deve subir ainda mais a partir de janeiro de 2026. Isso porque, nesta data, deve começar a valer a norma publicada no Diário Oficial da União que decidiu elevar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — imposto estadual dos combustíveis.

Com a resolução, a cobrança sobre a gasolina e o etanol vai subir 10 centavos por litro. Já o diesel sobe cinco centavos e o gás de cozinha terá aumento de oito centavos por quilo.

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Pesquisas de preços pode trazer economia

Os consumidores, principalmente aqueles que trabalham com direção, sentem os valores no bolso. Joyce Motta trabalha de forma autônoma e afirma que sempre busca o melhor custo-benefício, procurando o posto que oferecer a gasolina com um preço mais em conta.

Já o advogado Márcio Galles afirma que não tem outra alternativa a não ser dirigir menos.

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— Quem usa carro diariamente não tem como economizar. Ou você vai em um posto mais barato e não tem a confiabilidade ou não tem pra onde correr — aponta.

Entretanto, o economista Bruno Tomio explica que a pesquisa de preços é fundamental, além de buscar outras alternativas, como ônibus ou bicicletas, por exemplo.

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— Às vezes por andar cinco quilômetros a mais você encontra um posto de gasolina que tem um desconto de 5% ou 10% no preço de combustível. […] Cabe ao consumidor e à consumidora verificar quais são as possibilidades que cabem no seu orçamento — diz.

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