Gigante brasileira que abrirá megafábrica de caixas exporta para 18 países e está entre as maiores da América Latina

Nova unidade na cidade de Barão (RS) terá capacidade para produzir até 250 caixas por minuto

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Galvanotek produz embalagens plásticas para bolos, tortas, doces, salgados, carnes e sushis, atendendo padarias, confeitarias, supermercados e serviços de delivery (Foto: Galvanotek, Divulgação)

Uma das maiores empresas de embalagens plásticas da América Latina, a Galvanotek prepara a abertura de uma megafábrica de caixas de papelão ondulado no interior do Rio Grande do Sul. A companhia, que exporta para 18 países, investe R$ 65 milhões na nova unidade.

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Em construção na cidade de Barão (RS), a fábrica terá capacidade para produzir até 250 caixas por minuto. Os testes dos equipamentos devem começar em 2027, marcando a entrada da empresa no segmento de embalagens de papelão.

Atualmente, a Galvanotek produz mais de 6 mil toneladas de peças por mês, possui mais de 600 produtos no portfólio e atende confeitarias, padarias, supermercados, rotisserias e serviços de delivery. A empresa exporta para países como Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, segundo a Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).

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Como será a fábrica de R$ 65 milhões

A nova unidade será dedicada à produção de embalagens de papelão ondulado. Entre os produtos previstos estão:

  • Caixas de pizza;
  • Embalagens para delivery;
  • Caixas para sanduíches;
  • Bandejas de papel;
  • Caixas convencionais de papelão.

Segundo a Exame, a estrutura terá uma onduladeira capaz de operar a até 300 metros por minuto. O equipamento transforma bobinas de papel em chapas de papelão ondulado, que depois passam pela impressão e pelo corte.

Duas impressoras industriais vão completar a linha, cuja capacidade será de até 250 caixas por minuto. Após o início dos testes, os equipamentos passarão por ajustes e validação antes do avanço da produção em escala.

A proposta é realizar mais etapas dentro da própria empresa, desde a transformação das bobinas até a embalagem final.

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“Quando você tem controle sobre mais etapas da produção, você tem mais autonomia para inovar, mais agilidade para atender o cliente e mais capacidade de garantir qualidade do começo ao fim”, disse Jeancarlo Piccinini, coordenador de vendas da Galvanotek, à Exame.

Empresa começou com tratamento de metais

Antes de alcançar mercados como Estados Unidos, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, porém, a empresa atu em um ramo completamente diferente. Fundada em 1991 por Manoel Bragagnolo e pelo filho, Alexandre, em Carlos Barbosa (RS), a Galvanotek começou trabalhando com galvanoplastia, processo de tratamento de superfícies metálicas, e entrou no mercado de embalagens em 1997.

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A história da Galvanotek começou em 1991, quando Manoel Bragagnolo fundou o negócio com o filho, Alexandre, após se aposentar da Tramontina, onde era diretor, conforme a PEGN.

Inicialmente, a empresa trabalhava com galvanoplastia, processo de tratamento de superfícies metálicas. A entrada no mercado de embalagens plásticas ocorreu em 1997, diante do crescimento da demanda por esse material.

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A companhia passou a fabricar embalagens moldadas a partir do aquecimento de chapas de plástico, destinadas principalmente ao setor de alimentos. Hoje, atende segmentos como confeitarias, padarias, supermercados, rotisserias e serviços de entrega.

Nova frente amplia atuação no setor de alimentos

Com a fábrica de papelão, a Galvanotek vai combinar a atuação no novo segmento com a produção de embalagens plásticas. A estratégia é ampliar a oferta aos clientes e assumir mais etapas da cadeia produtiva.

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A expansão ocorre enquanto a companhia também desenvolve novos formatos de embalagens. Conforme a PEGN, mudanças nos hábitos de consumo, como a procura por porções individuais, alimentação saudável e entregas, orientam a criação dos produtos.

“Sem estudar como o consumidor se comporta não há inovação”, afirmou Paula Bragagnolo, analista de pesquisa e desenvolvimento e neta do fundador, à PEGN.

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Entre as soluções desenvolvidas estão embalagens com tecnologia antivapor, que permite visualizar alimentos quentes sem o embaçamento da tampa, e modelos que podem ser levados do freezer diretamente ao forno.