Lojas Quero-Quero tem presença em cinco estados (Foto: Divulgação)
A gigante do ramo de material de construção varejistaLojas Quero-Quero, que possui cerca de 84 unidades em Santa Catarina, fechou 14 filiais no Rio Grande do Sul em meio a um prejuízo líquido de R$ 61,7 milhões no primeiro trimestre de 2026. De acordo com entidades que representam os comerciários, além do fechamento das unidades, mais de 100 colaboradores também foram demitidos.
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Informações divulgadas pela própria empresa mostram que o prejuízo líquido da empresa foi quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, com um prejuízo operacional de R$ 8,6 milhões no trimestre deste ano.
Em 2025, eram 87 lojas em Santa Catarina, distribuídas do Oeste do Estado até a Grande Florianópolis, com uma redução de 3,4% no número de unidades em território catarinense neste ano. Além do Estado e do Rio Grande do Sul, a companhia também tem lojas no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com 574 unidades ao total.
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Quais são as maiores empresas de SC?
Bunge Alimentos (Agronegócio). Posição no ranking nacional: 15ª. Receita líquida em 2024: R$ 69,8 bilhões (-14,6% em relação a 2023)BRF (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 20ª. Receita líquida em 2024: R$ 61,3 bilhões (+14,5% em relação a 2023)WEG (Mecânica). Posição no ranking nacional: 21ª. Receita líquida em 2024: R$ 37,9 bilhões (+16,9% em relação a 2023)Aurora (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 61ª. Receita líquida em 2024: R$ 22,8 bilhões (+13,5% em relação a 2023)Grupo Pereira (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 110ª. Receita líquida em 2024: R$ 13,2 bilhões (+13,6% em relação a 2023)Whirlpool (Eletroeletrônica). Posição no ranking nacional: 112ª. Receita líquida em 2024: R$ 12,9 bilhões (+12,6% em relação a 2023)Havan (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 119ª. Receita líquida em 2024: R$ 11,7 bilhões (+25,5% em relação a 2023)Engie Brasil (Energia). Posição no ranking nacional: 125ª. Receita líquida em 2024: R$ 11,2 bilhões (+4,4% em relação a 2023)Tupy (Metalurgia e Siderurgia). Posição no ranking nacional: 131ª. Receita líquida em 2024: R$ 10,66 bilhões (-6,2% em relação a 2023)Celesc (Energia). Posição no ranking nacional: 132ª. Receita líquida em 2024: R$ 10,65 bilhões (+2,5% em relação a 2023)Grupo Koch (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 151ª. Receita líquida em 2024: R$ 9,39 bilhões (+29,3% em relação a 2023)Cooperalfa (Agronegócio). Posição no ranking nacional: 160ª. Receita líquida em 2024: R$ 8,42 bilhões (+1,2% em relação a 2023)Tigre (Plásticos e Borracha). Posição no ranking nacional: 266ª. Receita líquida em 2024: R$ 4,82 bilhões (-1,6% em relação a 2023)Intelbras (Eletroeletrônica). Posição no ranking nacional: 270ª. Receita líquida em 2024: R$ 4,75 bilhões (+15,9% em relação a 2023)Grupo Dass (Indústria da Moda). Posição no ranking nacional: 273ª. Receita líquida em 2024: R$ 4,68 bilhões (+17,5% em relação a 2023)Coopercampos (Agronegócio). Posição no ranking nacional: 298ª. Receita líquida em 2024: R$ 4,18 bilhões (-4,8% em relação a 2023)Mexichem do Brasil (Plástico e Borracha). Posição no ranking nacional: 346ª. Receita líquida em 2024: R$ 3,54 bilhões (+16,4% em relação a 2023)Angeloni (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 351ª. Receita líquida em 2024: R$ 3,46 bilhões (+8,5% em relação a 2023)Giassi (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 356ª. Receita líquida em 2024: R$ 3,44 bilhões (+9,5% em relação a 2023)Copérdia (Agronegócio). Posição no ranking nacional: 388ª. Receita líquida em 2024: R$ 3,09 bilhões (-7,9% em relação a 2023)Metal Group (Metalurgia e Siderurgia). Posição no ranking nacional: 398ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,97 bilhões (+15,9% em relação a 2023)Portobello (Materiais de Construção e Acabamentos). Posição no ranking nacional: 473ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,40 bilhões (+9,9% em relação a 2023)Vitru (Educação). Posição no ranking nacional: 518ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,14 bilhões (+9,1% em relação a 2023)Pamplona (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 524ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,11 bilhões (+9,6% em relação a 2023)Granja Faria (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 532ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,05 bilhões (+10,8% em relação a 2023)Tuper (Metalurgia e Siderurgia). Posição no ranking nacional: 544ª. Receita líquida em 2024: R$ 2,02 bilhões (-1,2% em relação a 2023)Casan (Água, Saneamento e Serviços Ambientais). Posição no ranking nacional: 559ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,95 bilhão (+19,4% em relação a 2023)Schulz (Mecânica). Posição no ranking nacional: 561ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,94 bilhão (+1% em relação a 2023)SCGás (Petróleo e Gás). Posição no ranking nacional: 567ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,91 bilhão (-9,1% em relação a 2023)Guararapes Painéis (Materiais de Construção e Acabamentos). Posição no ranking nacional: 585ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,81 bilhão (+23,9% em relação a 2023)Krona (Plástico e Borracha). Posição no ranking nacional: 622ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,63 bilhão (-1,2% em relação a 2023)Scherer (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 640ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,58 bilhão (+8,5% em relação a 2023)Gomes da Costa (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 692ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,47 bilhão (+15% em relação a 2023)Adami (Papel e Celulose). Posição no ranking nacional: 698ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,43 bilhão (+6,2% em relação a 2023)Portonave (Transportes e Logística). Posição no ranking nacional: 702ª. Receita líquida em 2024: R$ 142 bilhão (+23,6% em relação a 2023)Cooperativa Auriverde (Agronegócio). Posição no ranking nacional: 721ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,37 bilhão (-4,5% em relação a 2023)Lunelli (Indústria da Moda). Posição no ranking nacional: 737ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,32 bilhão (+5,1% em relação a 2023)Coopercarga (Transporte e Logística). Posição no ranking nacional: 754ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,28 bilhão (+8,7% em relação a 2023)Copobras (Plástico e Borracha). Posição no ranking nacional: 766ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,27 bilhão (+9,4% em relação a 2023)Cassol (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 792ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,22 bilhão (+7% em relação a 2023)Porto Itapoá (Transportes e Logística). Posição no ranking nacional: 793ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,22 bilhão (+88% em relação a 2023)Sker/Statkraft (Energia). Posição no ranking nacional: 815ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,17 bilhão (+24,1% em relação a 2023)Ascensus Group (Transportes e Logística). Posição no ranking nacional: 843ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,11 bilhão (+67,1% em relação a 2023)Master (Alimentos e Bebidas). Posição no ranking nacional: 852ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,10 bilhão (+23,3% em relação a 2023)Unifique (TI e Telecom). Posição no ranking nacional: 889ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,025 bilhão (+16,1% em relação a 2023)Multilog (Transportes e Logística). Posição no ranking nacional: 893ª. Receita líquida em 2024: R$ 1,023 bilhão (-1,2% em relação a 2023)Senior Sistemas (TI e Telecom). Posição no ranking nacional: 906ª. Receita líquida em 2024: R$ 976 milhões (+16,8% em relação a 2023)Vequis Trading (Comércio Atacadista e Exterior). Posição no ranking nacional: 912ª. Receita líquida em 2024: R$ 962,9 milhões (+21,6% em relação a 2023)Mueller (Eletroeletrônica). Posição no ranking nacional: 920ª. Receita líquida em 2024: R$ 947,5 milhões (+23% em relação a 2023)Lojas Koerich (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 928ª. Receita líquida em 2024: R$ 937,1 milhões (+26,5% em relação a 2023)EQS Engenharia (Construção e Engenharia). Posição no ranking nacional: 958ª. Receita líquida em 2024: R$ 881,4 milhões (+9,3% em relação a 2023)Top Car Veículos (Comércio Varejista). Posição no ranking nacional: 960ª. Receita líquida em 2024: R$ 878,5 milhões (+11,4% em relação a 2023)Ventisol (Eletroeletrônica). Posição no ranking nacional: 978ª. Receita líquida em 2024: R$ 838,4 milhões (+18,8% em relação a 2023)
O que pode ter influenciado nos resultados?
No relatório da rede varejista sobre os resultados do primeiro trimestre, a companhia destacou os juros reais “em patamares historicamente altos“, o que impactaria diretamente “o custo de capital, e indiretamente, porém não menos importante, a demanda pelos nossos produtos e a oferta de crédito“.
Além disso, a empresa também pontuou a desaceleração do setor imobiliário, com menos vendas de materiais de construção, além da perda do poder compra das famílias.
Inauguração de duas novas lojas
Mesmo com o fechamento das 14 filiais, todas no Rio Grande do Sul, a Lojas Quero-Quero abriu outras duas unidades durante o primeiro trimestre.
Agora, a varejista busca realizar iniciativas internas de eficiência e de controle de custos, além de medidas de disciplina de custos e ganhos de eficiência operacional.
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Unidades da Lojas Quero-Quero em SC (Foto: Lojas Quero-Quero, Reprodução)
Lojas Quero-Quero tem quase 60 anos de história
A gigante varejista foi fundada em 1967 e completa, em 2027, 60 anos de história, com início na cidade de Santo Cristo, no interior do Rio Grande do Sul. Além de materiais de construção, também são vendido eletrodomésticos e móveis.
Veja a nota da Lojas Quero-Quero
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“Ajuste na rede de lojas
O encerramento de 14 unidades no início de 2026 foi um movimento pontual e sazonal de gestão do portfólio. Historicamente, conforme demonstram os releases de resultados da companhia, os fechamentos se concentram nos primeiros meses do ano.
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As unidades encerradas representam 2,4% da rede. A Quero-Quero continua operando 574 lojas em quase 500 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. É a maior rede de materiais de construção do Brasil em número de lojas.
A companhia mantém a projeção, divulgada ao mercado em março, de abrir até 10 novas unidades em 2026. Desde 2020, foram inauguradas 260 lojas, sendo 21 apenas em 2025.
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Resultado do primeiro trimestre
O 1º trimestre é sazonalmente o período mais fraco do ano para a companhia. Embora o resultado do 1T26 tenha ficado abaixo de seu potencial, a operação segue crescendo.
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A receita bruta avançou 3,3% no trimestre, para R$ 790,2 milhões. A receita de serviços financeiros cresceu 12,8%, e a receita do cartão VerdeCard aumentou 13,1%. As despesas com vendas e administrativas permanecem controladas, refletindo a disciplina de gestão, e a inadimplência da carteira segue em linha com o histórico da companhia.
As vendas vêm apresentando melhora gradual desde o segundo semestre de 2025. Essa tendência sustenta a expectativa de um resultado operacional em 2026 superior ao do ano anterior.
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Solidez financeira
A companhia encerrou 2025 com dívida líquida ajustada de R$ 207,1 milhões, equivalente a 1,4 vez o EBITDA. Trata-se de um nível baixo para o setor e de uma parcela reduzida diante da receita anual de R$ 3,2 bilhões, que cresceu em todos os anos desta década.
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A variação registrada no primeiro trimestre decorre principalmente da sazonalidade do capital de giro. Historicamente, a operação consome caixa no primeiro semestre e o recompõe no segundo, seguindo um padrão recorrente no negócio.
Compromisso com as comunidades
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Fundada há quase 60 anos em Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, a Lojas Quero-Quero mantém seu compromisso com o interior do Brasil. Mais da metade de suas lojas está localizada em cidades com menos de 25 mil habitantes.
A companhia conta com mais de 8.500 colaboradores, cerca de 2.400 a mais do que no início de 2020, e promove internamente mais de mil profissionais por ano desde 2021. Atualmente, tem aproximadamente 400 vagas de emprego abertas.
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A companhia reafirma sua confiança na estratégia de longo prazo e permanece à disposição para esclarecimentos.”