A varejista gaúcha Lojas Quero-Quero, uma das maiores redes de materiais de construção do país e com centenas de unidades espalhadas pelo Sul do Brasil, registrou prejuízo de R$ 61,7 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado é 98% maior do que o observado no mesmo período do ano passado. Após a divulgação do balanço, as ações da companhia despencaram mais de 21% na Bolsa de Valores brasileira, a B3.

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Com sede no Rio Grande do Sul e operação também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, a empresa informou receita bruta de R$ 790,2 milhões entre janeiro e março deste ano, crescimento de 3,3% na comparação anual. Apesar do avanço nas vendas, o resultado final foi pressionado principalmente pelas despesas financeiras e pela operação de crédito da companhia.

A Quero-Quero está com 574 lojas. Nos primeiros três meses do ano, fechou 14 unidades e abriu duas. A dívida supera R$ 204 milhões.

Os papéis da Quero-Quero (LJQQ3) fecharam a última sexta-feira (8) cotados a R$ 1,54, em queda de 21,03%, refletindo a reação negativa do mercado ao balanço trimestral.

A companhia atua fortemente em cidades pequenas e médias e mantém um braço financeiro ligado ao cartão VerdeCard e à concessão de crédito aos clientes — operação que vem sendo afetada pelo cenário de juros elevados no país.

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O NSC Total procurou a empresa para um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

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*Com informações da Gaúcha GZH