Golpes digitais causam rombo de R$ 21 bilhões e bancos alertam para fraudes com “Minha Casa, Minha Vida” e “Desenrola”

Com prejuízo de R$ 21 bi por golpes digitais, bancos alertam para fraudes no "Minha Casa, Minha Vida" e "Desenrola"; veja como se proteger

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golpe sobrinha falecida em barra velha

Campanha nacional orienta a população contra fraudes financeiras digitais que cobram valores antecipados sob pretexto de facilitar programas públicos (Foto: Unsplash, Reprodução)

Golpistas usam o sonho da casa própria e a tentativa de limpar o nome para tirar dinheiro de milhares de pessoas no país todos os dias, principalmente por telefone e mensagens de internet. Diante desse cenário, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) reforçou a campanha nacional “Tem Cara de Golpe”, que existe há cerca de dois anos, para emitir um alerta à população sobre fraudes que usam os programas Minha Casa, Minha Vida e Desenrola Brasil. O aviso vem com dados alarmantes, o Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais e um prejuízo de R$ 21,2 bilhões em apenas 12 meses.

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Como funciona a fraude com o Minha Casa, Minha Vida e o Desenrola

Os criminosos abordam as vítimas por chamadas de voz, aplicativos de mensagens e anúncios patrocinados em redes sociais. No Minha Casa, Minha Vida, eles dizem que a pessoa pode furar a fila ou conseguir aprovação imediata para o imóvel, desde que pague taxas antecipadas por Pix ou boleto.

A tática se repete com o Desenrola Brasil. Mesmo com o fim oficial das fases do programa, o nome da iniciativa ainda serve de isca para cobrar valores de entrada sob a promessa de abater dívidas antigas.

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Oito em cada dez brasileiros relatam contato com golpes digitais

De acordo com o relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, produzido pela Global Anti-Scam Alliance (Gasa) com dados levantados entre 2025 e 2026, 81% dos adultos no país tiveram contato direto com tentativas de fraude no último ano. O levantamento aponta que a ligação telefônica continua entre os principais canais de aproximação usados pelas quadrilhas digitais, ao lado de mensagens e redes sociais.

Durante o contato por telefone, quem aplica o golpe finge ser funcionário de um banco público ou de um ministério do governo federal. A pessoa é levada a confirmar dados pessoais e ouve que precisa fechar o acordo na mesma hora para não perder a oportunidade. A orientação básica das instituições bancárias é clara, órgãos públicos e bancos nunca exigem dinheiro adiantado, não cobram taxa para liberar benefício social e não aceitam pagamentos para chaves Pix em nome de pessoas físicas.

Orientações para não cair em golpes financeiros e o que fazer em caso de perda

A forma mais segura de evitar prejuízos é desconfiar de promessas fáceis e contatos que criam sensação de pressa. Qualquer site oficial de serviço público termina em “.gov.br”. Além disso, etapas de inscrição para moradia popular ou renegociações devem ser feitas apenas nos canais oficiais dos bancos, nos aplicativos autorizados ou nos postos de atendimento presencial, como agências bancárias e prefeituras.

Se o pagamento já tiver sido feito, o primeiro passo é avisar o banco de onde saiu o dinheiro para tentar acionar o bloqueio preventivo do Pix. Depois, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet, reunindo comprovantes de transferência, números de telefone usados no contato e fotos das conversas para entregar à polícia.

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*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.