O novo salário mínimo deve ser de R$ 1.741 em 2027, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional até a próxima segunda-feira (31).
O valor ainda pode mudar até dezembro de 2026. O salário mínimo definitivo só será divulgado em dezembro deste ano, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro. Nesta segunda-feira (24), Durigan relatou que se reuniu com o presidente Lula (PT) e demais ministros da área econômica para fechar a proposta de orçamento de 2027 que o governo enviará ao Congresso Nacional.
Segundo o ministro, o projeto prevê que o governo deverá gastar menos do que arrecada no próximo ano, resultando em um superávit.
Ele afastou a possibilidade de desindexação do salário mínimo sobre os benefícios sociais. Ou seja, eles também refletirão os reajustes no salário mínimo.
“Aproveito para mencionar que também o salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo”, afirmou o ministro.
Qual o impacto do salário mínimo
Aumento pode ser de mais de 7%
Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que determina as diretrizes do PLOA, o governo havia calculado que o salário mínimo seria de R$ 1.717 em 2027. Com o novo valor estimado, o aumento seria de 7,4% em relação ao atual, que é de R$ 1.621.
O valor aumentou porque deve levar em consideração a projeção de 4,93% da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda relacionada a inflação em 12 meses até novembro, maior do que o inicialmente previsto. Isso porque a pasta considerou que o preço de alimentos pode ser impactado negativamente do fenômeno meteorológico El Niño.
A correção do salário mínimo interfere diretamente em outras despesas do Orçamento do governo, com cada R$ 1 adicional no salário mínimo gerando uma despesa extra de R$ 413,2 milhões.
O salário mínimo é o menor valor que um empregador pode pagar a um trabalhador no Brasil. Previsto no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal, o valor deve ser capaz de atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, incluindo:
- Moradia;
- Alimentação;
- Educação;
- Saúde;
- Lazer;
- Vestuário;
- Higiene;
- Transporte;
- Previdência social.
Quem recebe o salário mínimo?
O salário mínimo serve de referência para mais de 61 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Dieese. Entre elas, estão:
- Trabalhadores formais;
- Aposentadorias e pensões;
- Benefícios sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Além disso, ele influencia gastos federais como seguro-desemprego e abono salarial.





