O leilão da Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do Brasil que passa por uma crise atualmente, está nos últimos dias. Os lances podem ser oferecidos até esta quarta-feira (9) para mais de 230 produtos, entre eletrodomésticos e produtos de telefonia. Um dos produtos mais cobiçados no leilão é um celular Samsung por apenas R$ 150 no lance inicial.
O celular em questão é do modelo Galaxy A07 4G de 128GB, da cor verde, que tem valor de mercado de R$ 540,96. Já foram seis lances dados neste anúncio, o que elevou o valor do telefone para R$ 400. Mesmo assim, o telefone está 26% mais barato em relação ao valor de referência.
Outros modelos da Samsung também foram colocados no leilão por R$ 150, como o Galaxy A06 4G de 128GB, também da cor verde, assim como da marca Motorola.
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Retirada dos produtos vendidos
Os produtos estão no depósito da Casas Bahia na Vila Militar, em Jundiaí, em São Paulo. Para retirar os eletrodomésticos arrematados após a finalização do leilão, será necessário realizar um agendamento pelo site Kwara para os dias 16, 17 e 18 de agosto, das 9h às 11h30min e das 14h às 15h30min. A desmontagem, remoção e transporte no momento da retirada fica por conta do vencedor do lote.
Apesar de as fotos disponibilizadas não mostrarem marcas aparentes, o leilão aponta que os produtos podem ter avarias ou falta de peças, já que os itens são provenientes do Departamento de Assistência Técnica (DAT). A empresa deixa claro que os produtos não são de lojas que foram fechadas durante a crise que a empresa passa, que desencadeou um pedido de recuperação judicial.
Grupo Casas Bahia fechou lojas em todo o Brasil
Ao todo, foram 297 lojas fechadas do Grupo Casas Bahia em todo o Brasil. Em Santa Catarina, 18 lojas fecharam, restando apenas 5 estabelecimentos em todo o Estado.
A empresa anunciou que teve um prejuízo de R$ 10 bilhões em 2026 e, com isso, fechou as lojas e demitiu mais de 1,9 mil funcionários. Com isso, a Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial, motivado pela “piora do cenário econômico e os juros elevados, com restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo”.
Em um comunicado para justificar o pedido de recuperação judicial, a empresa disse que esse é “mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia”.





