Marcas de luxo sentem baque nas vendas em meio à guerra no Oriente Médio

Cerca de 6% a 8% do faturamento de marcas de luxo vem do Oriente Médio, segundo consultoria internacional

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Guerra já impacta economia global (Foto: Google Maps, Reprodução)

Marcas de luxo como Chanel, Louis Vuitton e Dior já sentem a queda no turismo e vendas em meio à guerra no Oriente Médio. No Shopping dos Emirados, em Dubai, os corredores praticamente vazios revelam a apreensão dos turistas em viajar para os países envolvidos no conflito, como Irã, Israel e Estados Unidos.

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Ao g1, uma moradora de Dubai afirmou que não recomenda viajar aos Emirados Árabes Unidos atualmente. Ela era uma das poucas clientes dentro de uma loja famosa do shopping.

— É perigoso, estamos em guerra. Para mim é diferente, eu sou daqui. Se eu morrer, morro com minha família — disse.

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Já os funcionários das marcas relataram à reportagem, de forma anônima, que realmente perceberam a diminuição da movimentação nas lojas. No entanto, afirmaram que essa queda aconteceu apenas com relação aos turistas.

— Os locais continuam vindo. E, por sorte, temos muita clientela local, aqui ninguém está em pânico — disse um vendedor.

Conforme levantamento da consultoria Bernstein, cerca de 6% a 8% do faturamento das grandes marcas de luxo vem do Oriente Médio, principalmente de cidades como Dubai, polo do turismo na região.

Apesar da baixa de turistas no local, a indústria tenta se manter positiva, como contou um agente do setor ao g1.

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— O sentimento predominante é de que a situação é temporária, de que tudo será resolvido rapidamente — falou.

Guerra no Oriente Médio

A escalada das tensões no Oriente Médio, com confrontos diretos que envolvem Israel, Irã e Estados Unidos já provoca impactos relevantes no turismo internacional. Embora os efeitos mais severos estejam concentrados na própria região, especialistas apontam reflexos globais, especialmente no setor aéreo e no planejamento de viagens.

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O conflito teve início no fim de fevereiro, após ataques a instalações nucleares iranianas, seguidos por retaliações com mísseis e bombardeios em diferentes pontos do Oriente Médio. A intensificação dos confrontos elevou o nível de insegurança em países como Líbano, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, além de provocar o fechamento de espaços aéreos e alterações em rotas internacionais.

Irã se posicionou, no último dia 30 de março, contra a proposta dos Estados Unidos (EUA) para botar um fim na guerra entre os dois países. Depois disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez novas ameaças a alvos vitais para o regime iraniano caso um cessar-fogo não seja acordado “em breve”.

Como a guerra afeta o dia a dia