Porto Itapoá inaugura escritório em Xangai, polo industrial chinês e sede do maior terminal portuário de contêineres do mundo

No primeiro semestre de 2026, 49,4% das importações movimentadas pelo Terminal tiveram a China como origem

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porto itapoá na china

Inaguração aconteceu nesta quarta-feira (26) em Xangai (Foto: Porto Itapoá, Divulgação)

Xangai foi a cidade escolhida para receber o novo escritório do Porto Itapoá, que se prepara para receber novos navios gigantes em breve. A inauguração na cidade chinesa, reconhecida como polo industrial que abriga o maior terminal portuário de contêineres do mundo, aconteceu nesta quarta-feira (26).

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A nova unidade catarinense no coração do mercado asiático busca fortalecer as relações comerciais entre empresas brasileiras e chinesas, além de aproximar o Porto de novos clientes, parceiros e demais agentes ligados ao comércio exterior.

Veja fotos do novo escritório inaugurado pelo Porto Itapoá na China

Por que cidade do outro lado do mundo foi escolhida

A escolha de Xangai é estratégica, segundo a administração do Porto Itapoá. A cidade é um dos principais centros logísticos e empresariais da China e abriga o maior porto de contêineres do mundo. 

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Além disso, a região também concentra uma grande quantidade de indústrias, empresas de comércio exterior, armadores, operadores logísticos e fornecedores que participam diretamente das cadeias globais de produção e distribuição.

“Estar em Xangai significa estar mais próximo de um mercado que tem uma importância enorme para o Brasil e, particularmente, para o Porto Itapoá. Nosso objetivo é fortalecer os relacionamentos que já existem, identificar novas oportunidades e mostrar para empresas que ainda não utilizam o Terminal toda a capacidade que temos para atender suas operações”, afirma Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá.

China é “peça-chave” na operação do terminal em Itapoá

No primeiro semestre de 2026, 49,4% das importações movimentadas pelo porto localizado em Itapoá, cidade que mais cresce em SC, tiveram a China como origem, enquanto 17,9% das exportações tiveram o país asiático como destino.

Já na exportação para a China, há forte presença de produtos ligados às cadeias agroindustriais e florestais, destaca a administração do terminal. No primeiro semestre de 2026, esses produtos representaram mais de 90% das cargas exportadas pelo Porto Itapoá com destino ao país.

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Entre os principais produtos estão papel e celulose, carnes refrigeradas e congeladas, algodão e madeira. Papel e celulose representaram 50,13% das cargas, seguido por carnes refrigeradas e congeladas, com 43,97%, algodão, com 2,72%, e madeira, com 2,12%.

“Os dados reforçam a importância da relação comercial entre Santa Catarina, o Sul do Brasil e o mercado chinês e, ao mesmo tempo, demonstram o potencial de ampliação dessa conexão”, destaca o empreendimento.

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Novo escritório do Porto Itapoá na China busca novas cargas e serviços

Conforme divulgado pelo terminal portuário brasileiro, a presença física em Xangai permitirá acompanhar mais de perto movimentos que podem impactar as cadeias de suprimentos brasileiras, como mudanças na produção, novos investimentos, abertura de fábricas, comportamento da demanda, desenvolvimento de novos produtos e alterações na programação dos serviços marítimos.

“Não se trata apenas de ter uma estrutura física na China. Queremos compreender melhor o que está acontecendo naquele mercado e transformar essa proximidade em informação útil para nossos clientes e para o comércio exterior brasileiro. Uma decisão tomada na origem pode produzir efeitos importantes milhares de quilômetros depois”, explica Arten.

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Segundo Arten, a estrutura também poderá contribuir para aproximar empresas chinesas interessadas em investir no Brasil. “A presença em Xangai nos coloca mais perto de empresas que já têm relação com o Brasil e também de companhias que estão avaliando novos investimentos. Um novo investimento industrial pode gerar fluxos de importação de componentes e equipamentos e, posteriormente, exportações de produtos acabados”, afirma.

Conexão entre Brasil e China tem protagonista de SC

A ideia central da recente expansão é ampliar relacionamentos e criar novas conexões comerciais, contribuindo para o desenvolvimento de novas rotas, serviços e fluxos de comércio. “Nosso objetivo é construir relações de longo prazo. O escritório será uma ponte entre empresas brasileiras e asiáticas, aproximando os diferentes elos da cadeia e criando condições para que novas oportunidades de comércio possam ser desenvolvidas”, conclui Arten.

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Veja fotos do porto

*Sob supervisão de Leandro Ferreira