Florianópolis voltou a registrar a maior inflação entre as 17 capitais brasileiras, considerando o índice acumulado nos últimos 12 meses (6,84%). O índice também está acima da inflação nacional, que ficou em 5,53% durante o mesmo período. Os dados foram levantados pelo Índice de Custo de Vida (ICV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), calculado mensalmente pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).
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Nas demais cidades, os preços são aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para compor o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que também mede a inflação oficial nacional. Como o ICV e o IPCA são calculados basicamente com a mesma metodologia, os dados são comparáveis, segundo a Esag.
Veja a inflação nos últimos 12 meses
- Florianópolis (SC) 6,84%
- Belo Horizonte (MG) 6,11%
- Campo Grande (MS) 6,03%
- São Paulo (SP) 5,94%
Média do Brasil: 5,53% - Grande Vitória (ES) 5,46%
- Porto Alegre (RS) 5,44%
- Curitiba (PR) 5,43%
- São Luís (MA) 5,39%
- Fortaleza (CE) 5,33%
- Rio Branco (AC) 5,25%
- Rio de Janeiro (RJ) 5,21%
- Goiânia (GO) 5,13%
- Salvador (BA) 5,12%
- Brasília (DF) 5,07%
- Belém (PA) 4,93%
- Aracaju (SE) 4,73%
- Recife (PE) 4,20%
Inflação puxada pelos alimentos
Entre os 10 produtos com maior aumento de preço nos últimos 12 meses, seis são alimentos. O café em pó subiu 82,46% e o solúvel, 66,83%. Também ficaram mais caros o tomate (38,60%), costela bovina (31,39%), filé mignon (30,99%) e chocolate em barra e bombom (28,68%).
Além de alimentos, estão na lista dos 10 maiores aumentos em 12 meses as pedras usadas em reparos e construção (55,45%), móvel infantil (35,13%), bermuda, calção e short masculino (33,01%) e uniforme escolar (31,51%).
No conjunto, os alimentos e bebidas também tiveram a maior alta nos últimos 12 meses (9,65%) entre os nove grupos de preços pesquisados. Em seguida vêm despesas pessoais (8,67%), transportes (7,93%), habitação (7,69%), educação (6,90%) e saúde e cuidados pessoais (5,29%). Alguns serviços subiram pouco, como comunicação (1,57%) e artigos de residência (0,80%), enquanto um grupo teve queda de preço: vestuário (-1,16%).
Inflação dos quatro primeiros meses de 2025
Já em relação à inflação acumulada nos quatro primeiros meses de 2025, o índice da capital catarinense também ocupa o primeiro lugar, empatado com Aracaju (SE). Veja a lista:
- Florianópolis(SC) 3,05%
- Aracaju (SE) 3,05%
- Porto Alegre (RS) 3,00%
- Grande Vitória (ES) 2,74%
- Campo Grande (MS) 2,70%
- Belo Horizonte (MG) 2,66%
- Curitiba (PR) 2,61%
- São Paulo (SP) 2,58%
- Belém (PA) 2,55%
Média do Brasil: 2,48% - Salvador (BA) 2,35%
- São Luís (MA) 2,34%
- Brasília (DF) 2,26%
- Rio de Janeiro (RJ) 2,16%
- Recife (PE) 2,11%
- Fortaleza (CE) 2,07%
- Goiânia (GO) 1,59%
- Rio Branco (AC) 1,54%
O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre um e 40 salários-mínimos. O índice é publicado regularmente, todos os meses, desde 1968.
*Sob supervisão de Luana Amorim
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