Puxada pelo café e bombons, inflação de Florianópolis volta a ser a maior entre as capitais

Índice alcançou 6,84% nos últimos 12 meses e 3,05% só neste ano

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Puxada pelo café, tomate e bombons, inflação de Florianópolis volta a ser a maior entre as capitais

Tomate teve uma das maiores altas de preço entre os alimentos (38,6%) nos últimos 12 meses em Florianópolis (Foto: Banco de Imagens)

Florianópolis voltou a registrar a maior inflação entre as 17 capitais brasileiras, considerando o índice acumulado nos últimos 12 meses (6,84%). O índice também está acima da inflação nacional, que ficou em 5,53% durante o mesmo período. Os dados foram levantados pelo Índice de Custo de Vida (ICV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), calculado mensalmente pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

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Nas demais cidades, os preços são aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para compor o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que também mede a inflação oficial nacional. Como o ICV e o IPCA são calculados basicamente com a mesma metodologia, os dados são comparáveis, segundo a Esag.

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Veja a inflação nos últimos 12 meses

  1. Florianópolis (SC) 6,84%
  2. Belo Horizonte (MG) 6,11%
  3. Campo Grande (MS) 6,03%
  4. São Paulo (SP) 5,94%
    Média do Brasil: 5,53%
  5. Grande Vitória (ES) 5,46%
  6. Porto Alegre (RS) 5,44%
  7. Curitiba (PR) 5,43%
  8. São Luís (MA) 5,39%
  9. Fortaleza (CE) 5,33%
  10. Rio Branco (AC) 5,25%
  11. Rio de Janeiro (RJ) 5,21%
  12. Goiânia (GO) 5,13%
  13. Salvador (BA) 5,12%
  14. Brasília (DF) 5,07%
  15. Belém (PA) 4,93%
  16. Aracaju (SE) 4,73%
  17. Recife (PE) 4,20%

Inflação puxada pelos alimentos

Entre os 10 produtos com maior aumento de preço nos últimos 12 meses, seis são alimentos. O café em pó subiu 82,46% e o solúvel, 66,83%. Também ficaram mais caros o tomate (38,60%), costela bovina (31,39%), filé mignon (30,99%) e chocolate em barra e bombom (28,68%).

Além de alimentos, estão na lista dos 10 maiores aumentos em 12 meses as pedras usadas em reparos e construção (55,45%), móvel infantil (35,13%), bermuda, calção e short masculino (33,01%) e uniforme escolar (31,51%).

No conjunto, os alimentos e bebidas também tiveram a maior alta nos últimos 12 meses (9,65%) entre os nove grupos de preços pesquisados. Em seguida vêm despesas pessoais (8,67%), transportes (7,93%), habitação (7,69%), educação (6,90%) e saúde e cuidados pessoais (5,29%). Alguns serviços subiram pouco, como comunicação (1,57%) e artigos de residência (0,80%), enquanto um grupo teve queda de preço: vestuário (-1,16%).

Inflação dos quatro primeiros meses de 2025

Já em relação à inflação acumulada nos quatro primeiros meses de 2025, o índice da capital catarinense também ocupa o primeiro lugar, empatado com Aracaju (SE). Veja a lista:

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  1. Florianópolis(SC) 3,05%
  2. Aracaju (SE) 3,05%
  3. Porto Alegre (RS) 3,00%
  4. Grande Vitória (ES) 2,74%
  5. Campo Grande (MS) 2,70%
  6. Belo Horizonte (MG) 2,66%
  7. Curitiba (PR) 2,61%
  8. São Paulo (SP) 2,58%
  9. Belém (PA) 2,55%
    Média do Brasil: 2,48%
  10. Salvador (BA) 2,35%
  11. São Luís (MA) 2,34%
  12. Brasília (DF) 2,26%
  13. Rio de Janeiro (RJ) 2,16%
  14. Recife (PE) 2,11%
  15. Fortaleza (CE) 2,07%
  16. Goiânia (GO) 1,59%
  17. Rio Branco (AC) 1,54%

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre um e 40 salários-mínimos. O índice é publicado regularmente, todos os meses, desde 1968.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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