Queda no mercado de inteligência artificial faz os mais ricos do mundo perderem 273 bilhões de dólares em um mês

Levantamento da Forbes aponta redução no patrimônio de oito dos dez maiores bilionários do planeta, enquanto Warren Buffett registra alta no mês

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As principais fortunas do mundo encolheram em decorrência da retração nas empresas de tecnologia e inteligência artificial (Foto: Reprodução, YouTube)

A instabilidade que atingiu as empresas de alta tecnologia no mercado acionário norte-americano provocou um forte encolhimento nas fortunas dos principais empresários do planeta, como Elon Musk, Mark Zuckerberg e donos da Google. O acompanhamento realizado pela Forbes indica que os dez indivíduos mais ricos do mundo sofreram uma perda combinada de US$ 273 bilhões (R$ 1,48 trilhão) em um único mês.

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A retração foi impulsionada pelo recuo de quase 5% no índice Nasdaq, decorrente de revisões nos investimentos em inteligência artificial, levando o ativo total do top 10 a recuar de US$ 3,1 trilhões para US$ 2,8 trilhões (R$ 15,21 trilhões).

As perdas bilionárias

No topo do ranking, Elon Musk registrou a perda mais expressiva ao ver seu patrimônio recuar US$ 68 bilhões (R$ 369,4 bilhões), acumulando US$ 869 bilhões (R$ 4,72 trilhões) ao final do período. O resultado refletiu a desvalorização de 11% da SpaceX, que sobrepôs os ganhos de 13% da Tesla, sem alterar a vantagem de Musk em relação a Jeff Bezos, segundo colocado com US$ 361 bilhões após recuo de US$ 8 bilhões na Amazon.

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A queda de mais de 18% nos ativos da Alphabet reduziu as fortunas dos cofundadores do Google, Larry Page (3º) e Sergey Brin (5º), em US$ 53 bilhões e US$ 49 bilhões, fixando seus saldos em US$ 233 bilhões e US$ 214 bilhões.

Estabilidade das posições no ranking e altas pontuais

As perdas estenderam-se a Michael Dell (4º) e Mark Zuckerberg (6º), que viram seus patrimônios encolherem US$ 40 bilhões cada, para US$ 229 bilhões e US$ 211 bilhões, devido aos tombos da Dell Technologies (21%) e da Meta (15%). O levantamento ressalta que, apesar do forte recuo acumulado por oito integrantes, a ordenação das posições permaneceu inalterada.

Na contramão do setor tecnológico, Steve Ballmer (9º) avançou US$ 1 bilhão para US$ 162 bilhões com ganho de 2% na Microsoft, enquanto Warren Buffett (10º) adicionou US$ 13 bilhões à sua conta, atingindo US$ 154 bilhões (R$ 836,6 bilhões) graças ao avanço de 9% nas ações da Berkshire Hathaway. O acompanhamento da Forbes, que computou 3.428 bilionários na edição de março de 2026, segue a oscilação diária das cotações globais.

*Com edição de Nicoly Souza