A instabilidade que atingiu as empresas de alta tecnologia no mercado acionário norte-americano provocou um forte encolhimento nas fortunas dos principais empresários do planeta, como Elon Musk, Mark Zuckerberg e donos da Google. O acompanhamento realizado pela Forbes indica que os dez indivíduos mais ricos do mundo sofreram uma perda combinada de US$ 273 bilhões (R$ 1,48 trilhão) em um único mês.
A retração foi impulsionada pelo recuo de quase 5% no índice Nasdaq, decorrente de revisões nos investimentos em inteligência artificial, levando o ativo total do top 10 a recuar de US$ 3,1 trilhões para US$ 2,8 trilhões (R$ 15,21 trilhões).
As perdas bilionárias
No topo do ranking, Elon Musk registrou a perda mais expressiva ao ver seu patrimônio recuar US$ 68 bilhões (R$ 369,4 bilhões), acumulando US$ 869 bilhões (R$ 4,72 trilhões) ao final do período. O resultado refletiu a desvalorização de 11% da SpaceX, que sobrepôs os ganhos de 13% da Tesla, sem alterar a vantagem de Musk em relação a Jeff Bezos, segundo colocado com US$ 361 bilhões após recuo de US$ 8 bilhões na Amazon.
A queda de mais de 18% nos ativos da Alphabet reduziu as fortunas dos cofundadores do Google, Larry Page (3º) e Sergey Brin (5º), em US$ 53 bilhões e US$ 49 bilhões, fixando seus saldos em US$ 233 bilhões e US$ 214 bilhões.
Estabilidade das posições no ranking e altas pontuais
As perdas estenderam-se a Michael Dell (4º) e Mark Zuckerberg (6º), que viram seus patrimônios encolherem US$ 40 bilhões cada, para US$ 229 bilhões e US$ 211 bilhões, devido aos tombos da Dell Technologies (21%) e da Meta (15%). O levantamento ressalta que, apesar do forte recuo acumulado por oito integrantes, a ordenação das posições permaneceu inalterada.
Na contramão do setor tecnológico, Steve Ballmer (9º) avançou US$ 1 bilhão para US$ 162 bilhões com ganho de 2% na Microsoft, enquanto Warren Buffett (10º) adicionou US$ 13 bilhões à sua conta, atingindo US$ 154 bilhões (R$ 836,6 bilhões) graças ao avanço de 9% nas ações da Berkshire Hathaway. O acompanhamento da Forbes, que computou 3.428 bilionários na edição de março de 2026, segue a oscilação diária das cotações globais.
*Com edição de Nicoly Souza










