Receita Federal começa a emitir CNPJ com letras e números; veja o que muda para empresas e consumidores

Primeira inscrição no formato foi registrada para o Banco do Brasil. Mudança exige que empresas e comércios atualizem sistemas de emissão de nota fiscal

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CNPJ

A Receita Federal iniciou a emissão do CNPJ alfanumérico no país, exigindo que softwares e sistemas fiscais atualizem urgentemente seus cadastros para evitar falhas.

A Receita Federal deu início à emissão do CNPJ alfanumérico, formato que passa a misturar letras e números no registro de empresas no Brasil. A mudança ocorre porque o modelo composto por números estava próximo do limite de combinações.

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A primeira inscrição no formato foi emitida nesta sexta-feira (31) para uma filial do Banco do Brasil.

Apesar de ser uma transformação para o ambiente de negócios, a Receita Federal reforça: quem tem empresa não precisa fazer nada. Os CNPJs continuam válidos e não haverá recadastramento.

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O que muda no formato do CNPJ?

O documento continuará tendo 14 caracteres no padrão (00.000.000/0000-00). A diferença é que, nas inscrições, letras poderão aparecer nos primeiros 12 dígitos. Os dois últimos números (os dígitos verificadores) continuarão sendo numéricos.

Exemplo de como pode ficar um CNPJ: 00.000.000/E08G-12.

O que as empresas precisam fazer?

Embora o consumidor não sinta impacto na hora da compra, o comércio e as empresas de portes precisam ficar atentos:

  • Atualização de sistemas: Softwares de caixa, emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e bancos de dados precisam de atualização. Se o sistema da loja aceitar números no campo de CNPJ, ele vai rejeitar o cadastro de clientes ou fornecedores.
  • Leitores de código de barras: as regras de impressão de notas e boletos também mudam para garantir que os códigos de barras continuem cabendo no papel impresso.
  • Atenção aos prazos: para produtores rurais e pessoas físicas, o Ministério da Fazenda prorrogou a exigência de adaptação até 1.º de janeiro de 2027.

Sistemas que não passarem por atualização correm o risco de ter emissões de notas fiscais rejeitadas nos dias.

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*Com edição de Nicoly Souza