Senador Jean Paul Prates será o novo presidente da Petrobras

Anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (30), após reunião com a presença de Lula

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Jean Paul Prates é o novo presidente da Petrobras

Jean Paul Prates é o novo presidente da Petrobras (Foto: Roque de Sá / Agência Senado)

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) será o novo presidente da Petrobras no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O nome já era ventilado há semanas para o cargo. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (30), após reunião com a presença de Lula, no hotel em que o petista está hospedado em Brasília.

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A escolha é vista como uma sinalização de que o futuro governo petista vai manter uma política mais ativa para evitar flutuações nos preços dos combustíveis. Durante a atuação no gabinete de transição, o parlamentar declarou que a política de preços dos combustíveis cabe ao governo, e não à estatal.

Jean Paul integrou o gabinete de transição e foi um dos coordenadores do grupo técnico de Minas e Energia. Ele chegou a ser apontado como um dos candidatos a ministro da pasta, que acabou depois destinada para o PSD -o indicado foi o senador Alexandre Silveira (PSD-MG).

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O parlamentar petista é considerado um técnico da área e foi relator do Senado de projetos de lei votados para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Ele defende a criação de uma conta de estabilização, cujos recursos seriam usados para amenizar o impacto de oscilações nos preços. As possíveis fontes de recursos para essa conta seriam os royalties de petróleo e impostos sobre exportação, entre outros.

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Jean Paul assumiu seu mandato em 2019, como suplente de Fátima Bezerra (PT-RN), que foi eleita governadora de seu estado. Ele tem 54 anos e é advogado e economista, com experiência de mais de três décadas atuando nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais.

Foi membro da assessoria jurídica da Braspetro (Petrobras internacional) e secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte.

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Durante a atuação do gabinete de transição, algumas falas de Prates provocaram a reação do mercado, por sugerir que o governo teria uma política mais intervencionista nos preços dos combustíveis.

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“Quem define política de preço de qualquer coisa no país, se vai intervir ou não, se vai ser livre ou não, se vai ser internacional ou não, é o governo. O que está errado e a gente tem que desfazer de uma vez por todas é dizer que a Petrobras define política de preços de combustível. Não vai ser assim. Vai seguir a política do governo? Claro”, afirmou.

Prates também disse que o novo conselho da Petrobras deve rever a política de distribuição de dividendos.

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Integrantes do PT dizem que não há impedimento legal para que ele ocupe o posto -ou seja, não seriam necessárias alterações na Lei das Estatais para que a nomeação fosse realizada.

O estatuto da Petrobras inclui a restrição a integrantes de campanhas políticas. Como mostrou a Folha de S.Paulo, especialistas e conselheiros da estatal ainda não têm avaliação sobre possíveis restrições ao nome de Prates.

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O senador buscou se afastar formalmente da campanha de Lula e não assumiu funções de coordenação no processo. Ele ajudou nas discussões a respeito de políticas para a área durante a formulação do plano de governo.

*Reportagem de Marianna Holanda, Renato Machado, Nathalia Garcia, Danielle Brant e Victoria Azevedo