Editora Mood e o livro perfeito para cada momento

Mood aposta em um catálogo de livros young adult

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Um dos lançamentos mais recentes do selo é "Blu, como a cor azul" (Foto: Editora Mood, Divulgação)

Lançada em agosto do ano passado, a Mood chegou ao mercado editorial brasileiro com uma proposta ousada: ser mais do que um selo literário, tornar-se a melhor amiga dos leitores. Criada dentro da tradicional editora Ciranda Cultural, a Mood aposta em um catálogo de livros young adult que se conectam diretamente com seu público, trazendo histórias envolventes, diversidade e uma comunicação que conversa diretamente com os jovens leitores.

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Ao NSC Total, Marcos Martinz, líder criativo do selo, explica que o grande diferencial da Mood está na maneira como se comunica com seu público. Inspirada na estética e no comportamento da geração que cresceu com o BookTok e redes sociais, a editora construiu uma identidade própria, cheia de personalidade, mas uma persona próxima e acessível, com um tom descontraído e moderno que se reflete nas redes sociais.

“Ela não é só um selo, ela é literalmente uma pessoa. Tem voz, tem gosto, é aquela irmã mais velha descolada. A gente brinca que se a Mood pudesse falar, ela diria: ‘Você acha que eu nasci ontem? Tenha certeza, eu nasci sim’”, brinca Marcos.

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A equipe responsável pela curadoria . “A Mood não apenas segue as tendências, mas também busca ser referência. Queremos que, um dia, ela se torne a própria booktoker, indicando suas próprias leituras e trazendo novidades”, acrescenta Marcos.

A curadoria dos títulos da Mood é um trabalho minucioso liderado pela publisher Samara Buchweitz. Segundo Marcos, a seleção dos livros, tanto no Brasil quanto no exterior, passa por uma avaliação criteriosa para garantir que se encaixem na identidade do selo e para que dialoguem com o público jovem. “A Samara está sempre acompanhando o que faz sucesso no BookTok da gringa, enquanto nossa equipe foca no comportamento dos leitores daqui. Dessa forma, conseguimos trazer títulos relevantes e adaptá-los à nossa realidade”, afirma.

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“A Mood veio para ser a nova melhor amiga dos leitores. Ela sempre tem o livro perfeito para cada momento, para cada humor. Ela é como aquela amiga que sabe exatamente o livro que você precisa, que te apresenta uma história que muda seu dia, ou até mesmo sua vida”, explica Martinz.

Blu, como a cor azul

Um dos lançamentos mais recentes e impactantes do selo é Blu, como a cor azul, um livro que aborda o relacionamento tóxico da protagonista sob uma perspectiva intimista e reflexiva. A narrativa acompanha Blu, uma jovem que enfrenta um relacionamento abusivo e, ao longo da trama, busca apoio psicológico e descobre que tem transtorno de personalidade limítrofe.

A autora Marie-France Leger, com uma escrita sensível e realista, apresenta a história de Blu Henderson e Jace Boland, um casal marcado por traumas passados e pela dificuldade de construir um relacionamento saudável. A obra aborda temas como depressão, transtorno de personalidade limítrofe e autoimagem corporal negativa, convidando o leitor a refletir sobre a importância do amor-próprio e da busca pela cura interior.

A narrativa se desenvolve em dois pontos de vista, alternando entre a perspectiva de Blu e a de Jace, revelando as diferentes formas como cada um percebe o relacionamento. Blu, com sua personalidade complexa e marcada por tragédias familiares, busca refúgio na cor azul, que representa para ela serenidade e proteção. Jace, por sua vez, luta para superar seus medos e provar seu valor, mas acaba se perdendo em um ciclo de autossabotagem e comportamentos tóxicos.

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“Blu, como a cor azul” é um livro que não oferece soluções fáceis ou fórmulas mágicas para superar os desafios da vida. Ao contrário, a obra escancara as feridas emocionais dos personagens e mostra que a cura é um processo individual e complexo.

“Nosso maior desafio foi trazer esse livro sem vendê-lo como autoajuda. Ele não instrui, ele abre feridas, escancara a realidade. E para muitos leitores, isso pode ser uma forma de se reconhecer e até buscar ajuda”, pontua Marcos.

Outro ponto importante na adaptação para a versão brasileira foi a revisão cuidadosa dos gatilhos emocionais contidos na história. “A gente tomou muito cuidado para que ninguém saísse da leitura pior do que entrou. Estamos preparando, para os próximos lançamentos, uma tag na quarta capa dos livros para avisar sobre possíveis gatilhos”, conta Marcos. No caso de Blu, a narrativa acompanha a protagonista em sua busca por compreensão e apoio psicológico. “Ela procura ajuda e, ao longo do processo, descobre que tem transtorno de personalidade limítrofe. Isso explica muito sobre como ela enxerga o mundo e as relações”, complementa.

Lançamentos da Mood

Além de Blu, o selo lançou outros livros que exploram temáticas importantes para os jovens adultos, como Atraídos pelo Caos, sobre uma jornalista que se inspira em um crush da escola para escrever seu livro. “A ideia é que os leitores encontrem histórias que conversem com eles de forma natural, como se fosse uma conversa entre amigos”, diz Marcos.

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Para os próximos meses, a Mood promete mais novidades e títulos diversificados, incluindo uma história que traz a atmosfera dos romances de época para a atualidade. “Não posso dar spoilers, mas vem coisa muito legal por aí”, adianta Marcos. Além disso, a editora estará presente na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, um dos eventos literários mais aguardados do ano.

A editora também tem planos ambiciosos para o futuro, incluindo uma forte presença nas redes sociais, expansão para novas plataformas e um catálogo ainda mais diverso. “O público pode esperar muitas novidades até a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Vamos trazer livros que variam ainda mais os moods e histórias que abordam temas importantes, como relacionamentos tóxicos e saúde mental”, adianta Marcos.

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